Estudo aponta defasagem no crescimento infantil ligada à vulnerabilidade social

Um estudo divulgado em 19 de fevereiro de 2026 revela que crianças indígenas e meninos e meninas de alguns estados do Nordeste, com até 9 anos de idade, apresentam média de altura inferior à observada em outras regiões do Brasil e abaixo da referência preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo as conclusões do trabalho, a condição de vulnerabilidade social está associada a essa redução na estatura média entre crianças mais jovens. A pesquisa comparou medidas de altura entre diferentes áreas do país e confrontou os resultados com os parâmetros recomendados pela OMS, apontando que grupos específicos encontram-se em desvantagem.

O levantamento analisa dados relativos ao crescimento infantil até a faixa etária de 9 anos, indicando que a diferença nas médias de altura não é homogênea em todo o território nacional. Crianças indígenas e aquelas residentes em determinadas unidades da região Nordeste foram identificadas como as mais afetadas em relação às referências internacionais de crescimento.

Os autores do estudo destacam a vulnerabilidade social como fator determinante para as disparidades observadas nas médias de altura. A pesquisa atribui à condição social a principal influência sobre os indicadores de crescimento avaliados, sem, contudo, quantificar na íntegra, neste comunicado, todos os elementos que compõem essa vulnerabilidade.

O trabalho contou com a participação de especialistas que colaboraram na análise dos dados e na interpretação das diferenças regionais. As conclusões reforçam a existência de desigualdades no padrão de crescimento infantil no Brasil quando comparadas às recomendações da OMS.

O estudo enfatiza a necessidade de atenção às populações identificadas como mais vulneráveis, uma vez que a estatura média das crianças até 9 anos nessas comunidades permanece abaixo das referências adotadas internacionalmente.

Com informações de Paraibaonline