Wallber Virgolino (PL), deputado estadual, criticou a condução das políticas de segurança pública no Brasil e atribuiu o fortalecimento de organizações criminosas à falta de estratégias nacionais eficazes. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Liga 360 Debate, nesta sexta-feira (29).
O parlamentar afirmou que o país não implementou, ao longo dos últimos governos, um plano consistente para enfrentar o crime organizado. Ao enumerar governos anteriores, citou os mandatos de Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, dizendo não haver registros de políticas estruturadas para combater facções.
Segundo Wallber, ministros da Justiça que ocuparam o cargo ao longo desses períodos não promoveram ações efetivas contra o crime organizado. Ele lembrou que ingressou na polícia em 2005 e, desde então, não observou medidas concretas para enfrentar as organizações criminosas.
O deputado também comentou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para Wallber, parte da resistência de políticos a essa medida se deve ao receio de que investigações internacionais exporiam envolvimentos locais.
“A classe política não quer essa classificação porque está envolvida”, afirmou o parlamentar ao apontar que prefeitos, vereadores, deputados, senadores e governadores não desejariam que os Estados Unidos conduzissem investigações que poderiam revelar ligações comprometedoras.
Além das críticas à ausência de políticas nacionais, Wallber voltou a destacar a situação de Cabedelo, no litoral paraibano, onde diz identificar presença e influência de facções criminosas há anos. O deputado afirmou que vem alertando sobre o problema desde 2022 e que a cidade alcançou um nível crítico pela omissão das autoridades.
Ele responsabilizou órgãos como o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Civil e a Polícia Militar pela falta de ações decisivas. Segundo o deputado, Cabedelo “não tem 20 traficantes” e, ainda assim, o problema não foi resolvido, o que atribuiu à ausência de vontade política e de profissionalismo das instituições responsáveis.
Wallber encerrou ressaltando que a falta de medidas coordenadas e a omissão de autoridades locais e nacionais agravaram o quadro de segurança na região.
Com informações de Polemicaparaiba



