A Justiça da Paraíba manteve a prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil detidos na Operação Perfídus, realizada em João Pessoa. Os três passaram por audiência de custódia poucas horas após as prisões, e a decisão judicial confirmou a manutenção das medidas cautelares.

Além do delegado e dos dois policiais civis, outros cinco suspeitos apontados como integrantes do esquema criminoso também tiveram suas prisões temporárias mantidas. A operação cumpriu oito dos nove mandados de prisão expedidos contra o grupo investigado por suposta ligação com o tráfico de drogas e desvio de apreensões.

Quem foi preso e destino

Foram encaminhados ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, o delegado Braz Morroni e os agentes Eduardo Jorge Ferreira e Everton Rychelyson, todos com prisões temporárias determinadas por 30 dias. A autoridade responsável pela investigação não informou, até a publicação desta matéria, para quais unidades penitenciárias foram levados os demais cinco detidos.

Os outros presos do inquérito são: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”; José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”; e Vanessa Dantas Fernandes. O único alvo que não foi localizado durante a ação é Dankennedy Vieira Brito da Silva, apelidado “Babau”, que, segundo a polícia, está fora do estado.

Em nota, a defesa do delegado Braz Morroni afirmou que é necessário ressaltar o direito constitucional à presunção de inocência e que irá analisar os autos para adotar as medidas cabíveis com o objetivo de restabelecer a liberdade do cliente.

Segundo o delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a apuração teve início após denúncia apresentada por um homem investigado por tráfico de drogas, que alegou desvio de entorpecentes apreendidos por agentes. As informações reunidas a partir dessa denúncia motivaram a deflagração da Operação Perfídus, que mirou um grupo suspeito de atuar com participação de membros da corporação.

Perfil do delegado

Braz Morroni de Paiva Júnior atua há mais de 20 anos na Polícia Civil e ocupava a titularidade da Delegacia Especial de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) de João Pessoa. Ao longo da carreira, passou por delegacias de diferentes municípios e lotou setores de repressão a entorpecentes e atuação distrital.

As defesas dos demais presos não foram localizadas até a divulgação desta reportagem.

Com informações de Jornaldaparaiba