Preta Gil, morta em 20/07/2025, tem sua vida retratada em duas produções disponíveis no Globoplay: o documentário Eu Não Ando Só e a série Meu Nome é Preta, composta por quatro episódios. As obras expõem aspectos pessoais, familiares e o enfrentamento da doença que marcou seus últimos anos.
O documentário Eu Não Ando Só, dirigido por Sandra Kogut e Mônica Almeida, foi concebido para televisão e tem formato próximo ao cinematográfico. A obra se apoia em registros íntimos e amadores para construir um retrato centrado no diagnóstico de câncer em 2023 e no tratamento enfrentado por Preta.
A série Meu Nome é Preta, dirigida por Mini Kerti, adota a linguagem televisiva episódica para narrar a trajetória da artista ao longo de quatro capítulos. Ainda que distintas na forma, as duas produções são apresentadas como complementares por compartilharem depoimentos de família e amigos e por enfatizarem a emoção presente na memória da cantora.
Em um episódio recente do programa Saia Justa, do canal GNT, Gilberto Gil — pai de Preta — recordou um episódio da infância em que respondeu à mãe que queria ser “musgueiro e pai de menino”. Gil, que se tornou referência na música popular brasileira e pai de cinco filhas e três filhos, aparece nas produções entre lembranças que alternam sorriso e choro contido.
Os depoimentos destacam traços atribuídos à filha: bondade, generosidade, solidariedade e facilidade para criar laços de amizade, além da alegria exuberante nos carnavais e a postura pública de enfrentamento à misoginia, ao racismo e à gordofobia. A convivência com a doença é mostrada também como gesto público: a médica Roberta Saretta, que chora em um dos relatos, afirma que a exposição do caso de Preta levou ao aumento na procura por colonoscopias.
Família e amigos — entre eles o tio Caetano, a mãe Drão, as irmãs, os irmãos, a neta, as amigas Carol e Amora e o amigo Gominho — participam das produções, registrando o afeto recebido e retribuído por Preta. O luto ainda presente nas imagens e falas reforça a proximidade temporal da morte da cantora e a carga emotiva das memórias reunidas.
Se estivesse viva, Preta Gil teria completado 52 anos em 8 de agosto de 2026. As duas obras no Globoplay buscam, por meio de relatos e imagens, preservar a lembrança da artista e evidenciar o impacto de sua trajetória junto a familiares, amigos e ao público.
Com informações de Jornaldaparaiba


