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No encerramento da coluna Consultório JM de 2025, o médico Antônio Henriques dedicou o espaço à doença do refluxo gastroesofágico. Durante a participação, transmitida na última edição do ano, o especialista destacou que nem todo refluxo deve ser classificado como doença, esclarecendo a distinção entre refluxo fisiológico e refluxo patológico.

Segundo Henriques, o refluxo fisiológico é um processo considerado normal, especialmente em bebês. Nessa fase da vida, a imaturidade do sistema digestivo favorece o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, mas a tendência é de resolução espontânea à medida que a criança cresce. “O refluxo fisiológico, comum nos primeiros meses, costuma desaparecer sem provocar prejuízos à saúde”, explicou o médico.

O quadro muda quando o refluxo se torna patológico, comprometendo a qualidade de vida de crianças mais velhas e adultos. Nesses casos, afirmou Henriques, os episódios de regurgitação são mais frequentes e podem vir acompanhados de desconforto persistente. O médico ressaltou que a persistência desses sintomas exige investigação clínica, pois a forma patológica pode interferir na alimentação, no sono e nas atividades diárias.

Apesar de não haver uma causa única, o profissional ressaltou que o refluxo patológico costuma estar associado a fatores que enfraquecem ou sobrecarregam o esfíncter localizado entre estômago e esôfago. Durante o programa, ele lembrou que observar a recorrência dos sintomas é fundamental para diferenciar a manifestação fisiológica, considerada parte do desenvolvimento infantil, da patológica, que necessita de acompanhamento especializado.

Henriques pontuou que o tratamento do refluxo patológico envolve cuidados orientados individualmente, sempre após avaliação médica. De modo geral, o especialista recomendou atenção aos sinais persistentes e reforçou a importância de buscar orientação profissional para evitar complicações.

Ao concluir sua participação no Consultório JM, o médico reafirmou a necessidade de pais, cuidadores e adultos em geral ficarem atentos aos sintomas que indicam refluxo fora do padrão fisiológico. Para ele, a compreensão das diferenças entre os dois tipos é o primeiro passo para o cuidado adequado.





Com informações de Paraibaonline