A presidente da Câmara Municipal de Bayeux, a vereadora Jays de Nita, anunciou a adoção de medidas disciplinares e administrativas após episódios de tumulto durante sessões do Legislativo. A iniciativa também está relacionada ao cumprimento de decisão judicial que determinou a redução drástica dos cargos comissionados vinculados aos vereadores.

Decisão judicial e cumprimento

Segundo Jays, a resistência de parlamentares da oposição vem em reação à sua recusa em descumprir determinação do juiz Francisco Antunes, da 4ª Vara Mista da Comarca de Bayeux, que ordenou a redução dos cargos comissionados. A vereadora, que tem 25 anos e atua na administração de um grupo empresarial da família, afirmou que preferiu acatar a ordem judicial mesmo correndo o risco de perder o comando da Casa. Ela reforçou que considera recursos públicos intocáveis e citou princípios atribuídos ao ex-governador Ronaldo Cunha Lima para justificar sua postura.

Ocorrência na sessão e providências

Na última quinta-feira (19), o vereador Nildo da Casa Branca ocupou, de forma considerada irregular, um assento da Mesa Diretora, retirando a cadeira do vice-presidente e recusando-se a deixá-la mesmo após determinações da presidente e do 1º secretário e apelos dos servidores que auxiliavam a Presidência. Testemunhas relataram que o parlamentar alegou que não havia “homem” disponível para retirá-lo, valendo-se de seu porte físico.

Jays classificou a atitude como lamentável e criminosa, e afirmou que o comportamento cria um precedente perigoso. Em razão desses episódios, ela informou que fará representação à Polícia Civil e ao Ministério Público para que sejam apuradas as condutas e evitadas novas cenas de violência no plenário. A vereadora lembrou episódios históricos de conflito na política estadual, citando casos envolvendo os então deputados Afrânio Bezerra e Marcos Odilon, ao justificar a necessidade de medidas preventivas.

Representação por calúnia

A presidente também comunicou que apresentou representação contra o vereador Adriano do Táxi ao Ministério Público por crime contra a honra de um funcionário público no exercício da função, crime cuja pena pode ter aumento de um terço. Na mesma sessão do dia 19, Adriano do Táxi — cujo mandato de presidência para o biênio 2027/2028 foi cassado pela Justiça — acusou Jays de prevaricação. A presidente afirmou que as ações dele e de outros parlamentares foram articuladas como retaliação à sua decisão de cumprir a determinação judicial sobre os cargos comissionados.

As medidas anunciadas pela direção da Câmara serão encaminhadas às autoridades competentes, e a presidência mantém a orientação de preservar a ordem e o respeito às decisões judiciais na Casa.

Com informações de Polemicaparaiba