O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (13) que a nova versão do programa de renegociação de dívidas, inspirada no Desenrola, deverá ser anunciada depois da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa. Segundo Durigan, a equipe econômica ainda finaliza o formato da proposta, que será apresentada ao presidente nos próximos dias, e o anúncio oficial ficará a cargo de Lula após seu retorno ao Brasil.
Durigan falou sobre o tema em São Paulo, após participar da cerimônia de assinatura de crédito para as obras do Túnel Santos–Guarujá. Ele ressaltou que a expectativa é que o programa tenha impacto relevante para reduzir o endividamento ou facilitar o desendividamento da população.
O objetivo central do novo programa é diminuir os níveis de inadimplência no país, em um contexto de taxas de juros elevadas, ainda que haja previsão de queda desses índices nos próximos meses. A iniciativa deve abranger tanto pessoas físicas quanto empresas, segundo o ministro.
Medidas em estudo
Entre as medidas em discussão está a possibilidade de liberação de recursos retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de débitos. Informações preliminares apontam que o montante liberável poderia chegar a cerca de R$ 7 bilhões.
O governo também avalia mecanismos para controlar o uso excessivo de apostas, incluindo apostas esportivas e plataformas eletrônicas, como forma de reduzir o endividamento das famílias. Durigan não detalhou todas as ações que comporão o programa, mas indicou que as propostas visam contemplar diferentes perfis de devedores.
Anúncio após viagem
O ministro embarca nesta segunda-feira à noite para compromissos nos Estados Unidos e na Europa e deve se reunir com o presidente durante a agenda internacional, que inclui passagens por Barcelona e pela Alemanha. Durigan disse que, quando Lula voltar ao Brasil, a equipe estará pronta para que o anúncio seja feito.
A viagem presidencial tem foco em temas econômicos globais, como governança financeira, transição energética e cooperação internacional, e também servirá para alinhar os últimos pontos do programa antes da divulgação oficial.
O governo ainda não divulgou o cronograma oficial de lançamento nem o detalhamento final das condições de adesão ao novo programa de renegociação.
Com informações de Agência Brasil


