O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, descartou a possibilidade de intervenção estadual em Cabedelo, município que tem enfrentado uma sequência de afastamentos e cassações de prefeitos. A proposta de intervenção foi levantada pelo deputado estadual João Gonçalves em sessão da Assembleia Legislativa realizada na terça-feira, 14 de abril.

O episódio mais recente no município envolve o prefeito Edvaldo Neto, eleito em eleição suplementar no domingo, 12 de abril, e afastado em seguida por determinação judicial. O afastamento ocorreu após desdobramentos da Operação Cítrico, investigação que apura suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos com destino ao financiamento de uma facção criminosa na cidade.

Com o afastamento de Edvaldo Neto, o presidente da Câmara Municipal, José Pereira, assumiu interinamente a prefeitura até que termine a medida imposta pela Justiça. A situação motivou debates na Assembleia e levantou a hipótese, defendida por João Gonçalves, de uma intervenção por parte do governo do Estado.

Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, o governador Lucas Ribeiro afirmou que o tema não está em pauta no governo. “Essa é uma decisão que precisa ser construída em conjunto com outros poderes, como o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Não está em pauta. Sabemos da gravidade dos fatos e esperamos a devida apuração. Da nossa parte, seguiremos firmes no combate ao crime na Paraíba”, disse o chefe do Executivo estadual, ao reafirmar a necessidade de articulação entre instituições antes de qualquer medida extrema.

Além de afastar a ideia de intervenção no momento, Lucas Ribeiro destacou que Cabedelo continua a receber atenção do governo estadual por meio de investimentos e obras de desenvolvimento local. O governador citou entregas e obras em andamento no município, entre elas a Ponte do Futuro, apontando que o Estado mantém atuação intensa na região.

A declaração de Lucas Ribeiro encerra, por enquanto, a discussão pública sobre intervenção, deixando o desfecho dependente das apurações da Operação Cítrico e das decisões que venham a ser tomadas pelos órgãos jurisdicionais e de controle.

Com informações de Polemicaparaiba