O empresário e ex-candidato à prefeitura de Bayeux, Glicério Feitosa, foi morto a tiros na tarde de quinta-feira (14) em frente à loja de carros de sua propriedade, localizada no bairro do Geisel, em João Pessoa. A vítima, natural do Ceará, morreu no local após ser atingida principalmente na região do tórax, segundo a Polícia Militar.

O crime e as imagens

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação de dois suspeitos em uma motocicleta. As imagens mostram Feitosa parado e apoiado em um carro no momento em que os ocupantes da moto se aproximam; um deles dispara várias vezes contra o empresário, e em seguida ambos fogem do local. O vídeo também indica que o empresário tentou reagir, alcançando uma arma que estava na região da cintura.

Investigação e posicionamentos das polícias

O tenente-coronel Carlos, do 5º Batalhão da Polícia Militar em João Pessoa, afirmou que o caso apresenta indícios de execução. A Polícia Civil compareceu ao local e abriu investigação, mas o delegado Felipe Viana ressaltou que ainda é cedo para definir uma linha investigativa ou apontar motivação para o crime.

De acordo com a Polícia Civil, foram recolhidas imagens de um estabelecimento próximo para auxiliar nas apurações. Até a última atualização, os responsáveis pelo ataque não haviam sido identificados nem localizados.

O delegado Felipe Viana informou que Feitosa possuía registro de Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC) e, por isso, estava portando uma arma no momento do atentado. Sobre a investigação, o delegado declarou que, por ser recente, ainda estão sendo levantadas as linhas de apuração para incluir ou excluir possibilidades, com o objetivo de identificar a autoria do crime.

Trajetória política e reconhecimento

Além de ser dono da loja onde foi morto, Glicério Feitosa teve atuação política na Paraíba. Nas Eleições de 2024 para prefeito de Bayeux, ele alcançou a terceira colocação, com 9,17% dos votos, cerca de 4.901 eleitores. Em outubro de 2023, a Assembleia Legislativa da Paraíba concedeu a ele a cidadania paraibana, por proposição do deputado estadual Hervázio Bezerra.

As apurações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil, que analisa as imagens coletadas e realiza diligências para identificar os autores do crime.





Com informações de Jornaldaparaiba