O primeiro ecossistema comercial brasileiro de inteligência artificial generativa em língua portuguesa, chamado SoberanIA, foi lançado em 19 de maio, em Brasília (DF). A iniciativa público-privada é liderada pelo Governo do Piauí e conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Comunicações (MCOM), além de estar alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e ao programa Nova Indústria Brasil (NIB).
Segundo a coordenação do projeto, o SoberanIA reúne tecnologias destinadas ao serviço público, com capacidade para automatizar atendimentos, auxiliar na leitura e na produção de documentos, oferecer suporte a docentes e equipes pedagógicas, e ajudar servidores na análise de grandes volumes de informações. Os modelos foram desenvolvidos com base em amplo conjunto de dados relacionados à gestão pública e a documentos administrativos, conforme os organizadores.
O pacote comercial disponibilizado a partir do lançamento inclui seis produtos voltados a diferentes demandas do setor público:
- Gov Chat – acesso a serviços públicos por meio de aplicativo de mensagens;
- BO Fácil – sistema para registro de boletins de ocorrência por áudio ou texto;
- Seduc IA – geração de materiais didáticos personalizados para professores da rede pública;
- Agentes SEI – ferramenta para análise inteligente de processos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI);
- Gerador de Termo de Referência – apoio na elaboração de documentos técnicos;
- Acesso e Dev Kit – kit de desenvolvimento para gestores criarem soluções próprias.
Mais de 70 pesquisadores participaram da concepção do programa. Na prática, as soluções vêm sendo utilizadas no Piauí há mais de um ano e, agora, passam a ser oferecidas a municípios, estados, autarquias e estatais. O lançamento marca a entrada do SoberanIA em sua fase comercial e sua integração à estratégia federal de soberania digital.
Plataforma nacional
Carlos Alexandria, superintendente Nacional de Negócios do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), destacou no evento a dependência do setor público brasileiro em relação a soluções de IA externas. Ele ressaltou a necessidade de uma plataforma nacional treinada majoritariamente em língua portuguesa e adaptada à legislação e ao contexto sociocultural do país.
As autoridades afirmaram que as ferramentas desenvolvidas têm como objetivo atender demandas administrativas e operacionais do serviço público em diferentes esferas governamentais.
Com informações de Agência Brasil



