Morte de recém-nascido é tratada como infanticídio após confissão da mãe
A Polícia Civil passou a investigar como infanticídio a morte do recém-nascido que foi localizado entre duas residências no distrito de Cupissura, em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. O bebê, que havia sido resgatado com vida pela manhã, morreu às 23h de terça-feira (19) no Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa.
Segundo o delegado Everaldo Medeiros, a adolescente de 17 anos identificada como mãe da criança inicialmente negou envolvimento, mas acabou confessando o ato infracional na presença da própria mãe. “O caso era investigado como tentativa de infanticídio, porém, com o óbito do recém-nascido, passou a ser tratado como infanticídio consumado”, declarou o delegado.
A jovem mora na casa ao lado do local onde o bebê foi achado. Em depoimento, ela afirmou que escondeu a gravidez da família e do namorado por medo da reação dos pais e que vinha ingerindo chás na tentativa de interromper a gestação. Ainda conforme a polícia, na madrugada de terça-feira a adolescente teve um parto prematuro sozinha no banheiro da residência, enrolou o recém-nascido e o deixou entre as paredes, onde foi encontrado horas depois por moradores.
O coordenador do Samu de Caaporã, Janyo Carvalho, informou que o recém-nascido foi localizado ainda com a placenta e apresentava sinais de prematuridade, hipotermia, arranhões pelo corpo e trauma no tórax. Após atendimento inicial, a criança foi levada ao Hospital Municipal de Alhandra, transferida de helicóptero para o Hospital de Trauma de João Pessoa e, em seguida, direcionada ao Hospital Edson Ramalho.
O diretor-geral do Hospital Edson Ramalho, Aluízio Lopes, informou que o bebê tinha um ferimento corto-contuso na região frontal, que foi suturado, mas já havia perdido grande quantidade de sangue. Durante o atendimento, a equipe registrou nove paradas cardiorrespiratórias. Conforme a unidade, o recém-nascido tinha características compatíveis com cerca de 30 semanas de gestação e estava politraumatizado.
A mãe do recém-nascido segue internada e, assim que receber alta médica, será encaminhada à carceragem da Central de Polícia Civil de João Pessoa, onde ficará à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário.
O recém-nascido foi encontrado por moradores que, ao escutarem ruídos vindos de uma parede, suspeitaram inicialmente de um animal e, ao verificar o local, localizaram a criança e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Com informações de G1




