Ex-governador critica transição e composição do novo governo estadual

O ex-governador Ricardo Coutinho voltou a criticar a atual configuração política na Paraíba ao afirmar que o antecessor João Azevêdo favoreceu a ascensão de legendas de direita no comando do Estado. Em entrevista à Rádio CBN na quarta-feira, Ricardo apontou falhas na condução da transição para o governo de Lucas Ribeiro e afirmou que houve uma entrega do poder sem resistência.

Segundo o ex-governador, João Azevêdo permitiu que os partidos de direita assumissem posições relevantes na administração estadual sem oposição, atitude que ele considerou grave e incompatível com as origens políticas do agora ex-governador. Ricardo disse ainda que a transição foi realizada sem qualquer tipo de reação simbólica ou política.

O petista também comentou o debate em torno do leilão da Cagepa, assunto que tem movimentado a pauta pública no Estado e sobre o qual ele já se posicionou contra nos últimos dias. Ricardo incluiu o tema ao criticar a direção tomada na montagem da equipe do novo governo.

Além das críticas à entrega do Estado, Ricardo manifestou preocupação com indicações de pessoas próximas ao novo governo, incluindo familiares e aliados que, segundo ele, assumiram cargos sem experiência prévia comprovada. O ex-governador questionou o modelo de gestão que estaria sendo adotado e expressou apreensão com a possibilidade de priorização de laços familiares na formação da administração.

Atualmente, a composição do governo estadual apresenta forte presença do Progressistas, partido associado ao governador Lucas Ribeiro, e do Republicanos, legenda vinculada a Adriano Galdino e Hugo Motta. Apesar do tom crítico de Ricardo, o PT também obteve espaço na nova gestão.

Um exemplo dessa participação é a indicação de Neidinha Nunes para a Secretaria de Desenvolvimento Humano, que contou com o apoio do grupo da deputada Cida Ramos, mesmo depois de ter sido anunciado anteriormente o nome de Pedro Ivo para o mesmo cargo.

A declaração do ex-governador e os desdobramentos sobre a transição e as escolhas para secretarias mantêm o debate político aceso no Estado.

Com informações de Polemicaparaiba