O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que o projeto do Ramal do Vale do Piancó — extensão da Transposição do Rio São Francisco na Paraíba — avançou em etapas técnicas e jurídicas e deve entrar em fase de contratação nos próximos meses. As informações foram apresentadas pelo diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do MIDR, Bruno Cravo, em entrevista ao radialista F. Diassis, da Conceição FM, no programa Olho Vivo.

Segundo o diretor, o Ramal do Piancó passou por etapas essenciais do licenciamento ambiental e pela realização de audiências públicas em Mauriti (CE) e em Conceição (PB), procedimentos considerados fundamentais para dar segurança jurídica ao empreendimento. Com a documentação técnica e ambiental finalizada — incluindo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) —, o ministério trabalha agora nos ajustes finais para abertura do processo licitatório.

O projeto foi incluído no Novo PAC, o que, conforme o MIDR, acelera os preparativos para a contratação dos serviços e a entrada das máquinas. A expectativa oficial é concluir os trâmites licitatórios nos próximos meses e iniciar as obras civis imediatamente, com previsão de gerar cerca de 200 empregos diretos na região.

O planejamento técnico do ramal foi dimensionado para garantir abastecimento ao Vale do Piancó até 2040, com capacidade operacional projetada de até 4 m³/s. Para assegurar o fornecimento e integrar o Ramal do Piancó aos demais ramais, o governo investiu R$ 491,3 milhões na modernização do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco. A instalação de seis novas motobombas elevou a capacidade de bombeamento do sistema de 24 m³/s para 49 m³/s.

Com aproximadamente 19 quilômetros de extensão, o Ramal do Vale do Piancó ligará o Eixo Norte à bacia do rio Piancó. O investimento estimado no empreendimento é de cerca de R$ 350 milhões. A captação das águas será feita no trecho final do Eixo Norte, medida que, segundo o ministério, deve garantir fornecimento regular de água a famílias e produtores rurais da área, reduzindo a vulnerabilidade às variações climáticas do semiárido e impulsionando a atividade produtiva local.

As etapas de audiências públicas e de licenciamento ambiental, bem como o enquadramento no Novo PAC e os investimentos no Eixo Norte, foram citados pelo MIDR como condicionantes para que as obras tenham viabilidade técnica, jurídica e ambiental antes do início das intervenções no campo.





Com informações de Diariodosertao