Senador do MDB diz enfrentar competição desigual e afirma confiança na reeleição
Em entrevista ao Polêmica Paraíba, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) afirmou que enfrenta uma disputa marcada por pressões e uso de recursos materiais por parte de adversários, sem citar nomes diretamente. Ex-prefeito de Campina Grande e com passagens pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa, Veneziano declarou estar confiante na recondução ao Senado, apoiado em serviços prestados a municípios, no respaldo de prefeitos e lideranças do interior e na atuação parlamentar ao longo de mais de sete anos.
Veneziano lembrou que foi eleito em 2018 pelo PSB, quando era aliado do então candidato ao governo João Azevêdo, e que posteriormente rompeu com o ex-governador, filiou-se ao MDB e assumiu a presidência estadual após a morte do ex-senador José Maranhão. Para a disputa deste ano, ele integra a corrida por uma das duas vagas ao Senado na Paraíba, em que enfrentará João Azevêdo, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL). O senador destacou ainda que fará dobradinha na chapa com o ex-prefeito de Sousa e atual deputado estadual André Gadelha.
Reiterando que mantém articulação com o governo federal e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Veneziano citou números de sua atuação: mais de R$ 2,2 bilhões intermediados para a Paraíba por meio de emendas individuais, de bancada e de comissão, além de outras conquistas obtidas por interlocução com ministérios. Entre as obras mencionadas estão a duplicação de trechos da BR-230 — 34,5 km entre Campina Grande e a Farinha, com cerca de R$ 270 milhões destinados por emendas de comissão — e a duplicação do trecho Cabedelo–João Pessoa. Ele também referiu investimentos em saúde, com vans, micro-ônibus e ambulâncias destinados a cerca de 105 municípios via articulação com o ministro Alexandre Padilha.
Sobre a possibilidade de fragmentação entre candidaturas alinhadas ao governo federal, Veneziano afirmou não acreditar que isso beneficiaria um nome de direita, como o de Marcelo Queiroga, e ressaltou que os eleitores mais vinculados ao presidente Lula tenderiam a preferir candidatos que defendem o governo. Questionado sobre o apoio do presidente Lula, o senador disse que o mandatário tem se mostrado firme em seu reconhecimento e apoio pessoal e político.
Na avaliação sobre a disputa ao Governo do Estado, Veneziano prevê eleição acirrada e a realização de segundo turno. Ele defendeu a viabilidade da candidatura do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), ressaltando a experiência administrativa de quem foi quatro vezes gestor de João Pessoa, e novamente criticou o que chamou de uso da máquina e de negociações “nas caladas da noite”, citando episódios relacionados à Cagepa como exemplos de abusos no processo político-administrativo.
Veneziano também explicou a composição da chapa ao Senado: disse que o reverendo Fabrício Timóteo foi convidado e recusou o convite em fevereiro, e que André Gadelha aceitou o desafio de compor a chapa, trazendo equilíbrio regional e experiência administrativa para a coligação.
O senador finalizou reafirmando confiança na campanha e na avaliação dos eleitores sobre o trabalho realizado ao longo do mandato.
Com informações de Polemicaparaiba




