O advogado Renato Abrantes defendeu maior engajamento das famílias na educação dos filhos ao comentar o recente episódio de violência ocorrido em Quixadá (CE). A manifestação ocorreu na coluna Direto ao Ponto, exibida no programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão, na segunda-feira (25).
O comentário de Abrantes foi motivado pela morte de um adolescente de 16 anos, atingido no pescoço por um objeto perfurocortante durante uma briga com um colega de 15 anos, registrada no início de maio em uma escola de Quixadá. Para o advogado, o caso é exemplo de uma tendência de aumento de conflitos dentro de instituições de ensino pelo país.
Ao abordar possíveis respostas ao problema, Abrantes afirmou que medidas de segurança física — como detectores de metal, muros mais altos, cercas e presença policial — têm sua utilidade em momentos de crise, mas não resolvem a raiz do problema. Segundo ele, a prevenção da agressividade e dos desvios de comportamento depende, em primeiro lugar, do ambiente familiar.
O jurista ressaltou que o fortalecimento de valores antecede qualquer mudança legislativa e lembrou que princípios como o direito à vida, à integridade física e à dignidade são anteriores às normas estatais. Além disso, citou o artigo 205 da Constituição Federal, que estabelece ser a educação um direito de todos e dever do Estado e da família, para reforçar a ideia de que a responsabilidade pela formação também cabe ao núcleo familiar.
Abrantes comparou o aumento da violência nas escolas a uma crise na estrutura familiar contemporânea. Ele afirmou que a ausência de referências no lar está associada ao crescimento da criminalidade entre crianças e adolescentes e mencionou, em sua argumentação, o ensino da Igreja Católica sobre a família como “célula primeira e vital da sociedade”.
Por fim, o advogado criticou a terceirização da educação moral para aparelhos eletrônicos, redes sociais ou exclusivamente para os professores. Segundo ele, quando os pais se omitirem e transferirem integralmente a formação dos filhos para outros agentes, cria-se um vazio que pode ser preenchido por comportamentos agressivos e individualistas.
O posicionamento foi apresentado na coluna do programa e buscou provocar reflexão sobre a participação das famílias no processo educativo, diante do episódio trágico em Quixadá.
Com informações de Diariodosertao



