O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a designação das facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A declaração foi feita em entrevista coletiva depois de um encontro realizado na Casa Branca, em Washington.
De acordo com reportagem do UOL citada pelo senador, Trump teria respondido que o pedido está “em análise”. Flávio Bolsonaro argumentou que o reconhecimento formal das facções como organizações terroristas ampliaria as ferramentas internacionais para enfrentar esses grupos.
O parlamentar também afirmou ter apresentado a Trump suas intenções de política externa caso seja eleito presidente da República: aproximar o Brasil da iniciativa denominada “Escudo das Américas”, proposta por Trump em parceria com governos conservadores da região, que visa ações de segurança e redução da influência chinesa na América Latina.
Durante a coletiva, Flávio fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a atual gestão resiste a acordos internacionais voltados ao combate ao crime organizado. Ele disse ainda não apoiar qualquer tipo de intervenção militar estrangeira no território brasileiro, em resposta a pergunta sobre a possibilidade de que a eventual classificação das facções permita ações militares dos EUA no país.
A visita e o encontro com Trump ocorreram em um contexto tenso na pré-campanha presidencial do senador, marcada pela divulgação de áudios em que ele solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, episódio que, segundo a reportagem, atingiu negativamente sua campanha.
Flávio estava acompanhado do irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, e do comentarista político Paulo Figueiredo. Eduardo relatou que Trump iniciou a conversa perguntando sobre a saúde de Jair Bolsonaro. A reportagem também aponta que a Casa Branca não confirmou oficialmente o encontro antes da chegada da comitiva brasileira ao local.
O senador defendeu que a medida proposta por ele seria um instrumento adicional na luta contra organizações criminosas que atuam no Brasil, enquanto autoridades norte-americanas teriam indicado que o tema ainda passa por avaliação.
Com informações de Polemicaparaiba




