O Instituto Nacional de Câncer (INCA) chamou atenção para os riscos associados a cigarros com sabor e aroma direcionados a adolescentes e jovens. A posição foi defendida pelo diretor‑geral do órgão, Roberto Gil, durante evento realizado na última quinta‑feira (28) em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco.
Segundo Roberto Gil, o enfrentamento no Brasil ultrapassa a disputa contra o vício em tabaco e alcança toda a indústria da nicotina. Em sua fala, o diretor‑geral destacou que os maiores prejudicados por essa estratégia industrial são os públicos mais jovens, entre adolescentes e jovens adultos.
O pronunciamento ocorreu em evento que marcou as ações do Dia Mundial sem Tabaco, data dedicada a alertar a população sobre os malefícios do consumo de produtos derivados do tabaco e de nicotina. Durante a cerimônia, o INCA reforçou a preocupação com a oferta de produtos com sabores e aromas que podem atrair iniciantes e tornar mais difícil o controle do uso entre a juventude.
O INCA enfatizou que medidas de saúde pública precisam considerar não apenas o consumo tradicional de tabaco, mas também as alternativas e variações oferecidas pela indústria da nicotina, que utilizam sabores e aromas como um fator de apelo junto a públicos mais vulneráveis.
Roberto Gil apontou, no evento, que é necessária atenção contínua das autoridades e da sociedade para combater práticas que facilitem a iniciação ao consumo de nicotina por jovens. O alerta do INCA insere‑se no esforço institucional de ampliar informações sobre os riscos e de promover políticas que reduzam a atratividade desses produtos.
As declarações do diretor‑geral reforçam a mensagem central do Dia Mundial sem Tabaco: prevenir a iniciação ao uso de produtos de nicotina e proteger as gerações mais jovens das estratégias comerciais que podem transformar experimentação em dependência.
Com informações de Paraibaonline


