A paralisação dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) alcançou três meses nesta terça-feira (9) e ainda não há acordo com o governo federal. O movimento começou após expirar o prazo definido no acordo firmado entre a categoria e o Executivo ao fim da greve de 2024.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb), Peterson Vilar, a retomada da greve se deve ao descumprimento de itens previstos no compromisso anterior. Segundo ele, algumas medidas tinham prazos de até dois anos para serem implementadas e não foram cumpridas.
Entre as reivindicações destacadas pela categoria para 2026 estão:
- implantação do sistema de saberes e competências (RSC);
- redução da jornada para 30 horas semanais sem perda de salário;
- questões relacionadas à carreira dos técnico-administrativos.
Consequências para a rotina acadêmica
A greve tem impacto direto na rotina da comunidade universitária. Bibliotecas e outros serviços administrativos permanecem suspensos desde o início da paralisação, o que afeta especialmente estudantes de baixa renda que dependem desses espaços para estudo.
Estudantes relatam dificuldades acadêmicas decorrentes da falta de pessoal técnico. Camile Luna afirmou que muitos alunos têm renda reduzida e utilizam a biblioteca como principal recurso para estudos, e que a ausência de técnicos prejudica aulas práticas e o acesso a equipamentos. Melissa Sorrilla complementou que setores de coordenação têm apontado atrasos nos serviços devido ao número reduzido de funcionários em atividade.
Negociações em andamento
Até agora, a categoria não estabeleceu uma data para encerrar a paralisação. Peterson Vilar informou que já houve rodadas de negociação com o governo federal e que o avanço depende da publicação de um decreto. Segundo ele, o texto saiu do Ministério da Gestão e aguarda assinatura na Casa Civil para seguir ao presidente.
Além disso, a universidade informou que não realizou pagamento de alguns auxílios estudantis, alegando que o Ministério da Educação (MEC) não repassou os recursos necessários.
O movimento segue ativo enquanto as partes negociam os pontos pendentes do acordo firmado ao fim da greve de 2024.
Com informações de Jornaldaparaiba



