A Grande João Pessoa registrou, em junho de 2026, o maior número mensal de furtos de hidrômetros desde o início da série histórica da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), iniciada em 2024. No total, 268 equipamentos foram subtraídos ao longo do mês, segundo o levantamento divulgado pela estatal.
O dado representa um aumento de 318% em comparação com maio, quando foram contabilizados 64 furtos na mesma região metropolitana.
Dados mensais de 2026
Janeiro: 84 furtos
Fevereiro: 78 furtos
Março: 57 furtos
Abril: 80 furtos
Maio: 64 furtos
Junho: 268 furtos
De acordo com o diretor da Cagepa, Isaías Veríssimo, o perfil dos crimes mudou. Antes concentrados em residências de menor porte, os furtos agora atingem condomínios e empreendimentos de grande porte, onde há hidrômetros de maior capacidade. Essa mudança tem provocado problemas no abastecimento de bairros inteiros, pois a retirada de vários aparelhos em uma mesma área pode acarretar vazamentos simultâneos e deixar consumidores sem água.
A Cagepa explicou que o principal motivador dos crimes é a extração do cobre presente em peças dos hidrômetros. O material é retirado dos equipamentos subtraídos em casas, prédios e estabelecimentos comerciais para posterior comercialização.
A companhia orienta os consumidores a observarem movimentações suspeitas próximas aos cavaletes e a registrarem denúncias caso percebam furto ou tentativa de remoção dos medidores. As ocorrências podem ser informadas pelos canais oficiais da Cagepa para que sejam tomadas providências e reduzidos os impactos no abastecimento.
Os números divulgados em junho evidenciam um crescimento expressivo e a mudança no padrão dos crimes, o que exige atenção redobrada das autoridades e da população para minimizar novos episódios e os transtornos decorrentes da falta de água.
Com informações de Jornaldaparaiba

