Steven Spielberg chega a 2026 às vésperas de completar 80 anos com carreira marcada por sucessos que acompanham a passagem do tempo e com novo filme em cartaz, Disclosure Day — lançado no Brasil como Dia D.

Nascido em Cincinnati, Ohio, e identificado como judeu, Spielberg estreou em longa-metragem em 1971 com Encurralado, um telefilme que acabou sendo exibido nos cinemas. O filme esteve em salas brasileiras em 1974, quando foi lançado em João Pessoa. Ainda na década de 1970, ele dirigiu Louca Escapada, seu primeiro trabalho pensado originalmente para o cinema; ambos são road movies.

O sucesso comercial que transformou sua carreira veio com Tubarão (1975), lançado nos Estados Unidos quando Spielberg tinha 29 anos e que chegou às salas brasileiras no dia de Natal de 1975. Ao longo das décadas seguintes, o diretor assinou títulos que marcaram sua obra, entre eles Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), Os Caçadores da Arca Perdida (1981), E.T. (1982), O Parque dos Dinossauros (1993) e A Lista de Schindler (1993).

Spielberg foi criticado por atuar intensamente no cinema comercial e por traços considerados piegas por alguns críticos, mas a trajetória inclui também reconhecida capacidade para filmes mais sérios, como demonstrado em A Lista de Schindler. Em 2021, o diretor refilmou o musical clássico West Side Story, optando por uma leitura diferente da versão de 1961, e em 2022 lançou Os Fabelmans, filme autobiográfico sobre suas origens e sua família, que inclui uma breve aparição de David Lynch interpretando John Ford.

Temas recorrentes em sua filmografia incluem encontros com o desconhecido: Contatos Imediatos do Terceiro Grau tem final sonoro assinado por John Williams; E.T. trata da descoberta de não estarmos sozinhos pela perspectiva infantil; e Guerra dos Mundos (2005) reapresenta a invasão alienígena num contexto pós-11 de setembro, em contraste com a versão de 1953, dirigida por Byron Haskin, que refletia o medo do comunismo.

Dia D chega aos cinemas como um thriller de ritmo acelerado que, segundo avaliações, privilegia a narrativa analógica e opta por situar a revelação em uma emissora de televisão em vez de redes sociais, escolha que vem sendo questionada. O roteiro assinou novamente com David Koepp, parceiro de longa data de Spielberg, e o filme dialoga com temas contemporâneos, inserindo-se no debate sobre o mundo atual. Críticas apontam que não se trata de um dos “grandes” Spielberg do cânone pessoal, mas reconhecem nele a autenticidade da assinatura do diretor. Antes do encerramento, Dia D reserva a palavra final “Escutem!” pouco antes dos créditos.

Em outros trabalhos recentes e temáticos, Spielberg abordou política e imprensa: Lincoln (2012) trata da história de um presidente assassinado em 1865 e The Post (2017) focaliza questões relacionadas ao período pré-Watergate, aproximando sua obra de debates públicos de diferentes épocas.

Ao longo de mais de meio século de carreira, Spielberg construiu uma filmografia extensa e variada, alternando entre blockbusters, filmes intimistas e projetos musicais, mantendo presença constante na indústria cinematográfica e no imaginário do público.

Com informações de Jornaldaparaiba