A primeira etapa da ferrovia Transnordestina, no ramal que liga o interior do Piauí ao litoral do Ceará, alcançou 82% das obras físicas concluídas.

O trecho mais recente, com pouco mais de 100 quilômetros entre as cidades cearenses de Acopiara e Quixeramobim, foi inaugurado em 2 de julho de 2026, em cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador do Ceará, Elmano de Freitas.

Considerado o maior empreendimento de infraestrutura linear em execução no país, o projeto prevê 1.206 quilômetros de extensão, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE) e abrangendo 53 municípios na região Nordeste, com passagem pelo oeste de Pernambuco, pela cidade de Salgueiro.

Com a entrega dos trechos recém-inaugurados, a ferrovia passou a reunir 777 quilômetros de infraestrutura física finalizada, conforme informações do Ministério dos Transportes. A previsão oficial é que os cerca de 1,2 mil quilômetros de trilhos estejam concluídos até o fim de 2027.

O governo federal estima o investimento total na obra em R$ 15 bilhões, dos quais R$ 9,8 bilhões haviam sido desembolsados até março de 2026.

Na mesma agenda de inauguração foram entregues 100 vagões graneleiros destinados ao transporte de grãos e fertilizantes, e anunciado o planejamento para a produção de mais 370 vagões. Também foi assinada a ordem de serviço para o Ramal Nelog, que fará a ligação da ferrovia ao Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, localizado no Complexo do Pecém.

Além disso, houve a assinatura de um protocolo de intenções para a implantação do Porto Seco de Quixeramobim, empreendimento que tem previsão de investimentos privados da ordem de R$ 1 bilhão, com o objetivo de aprimorar a logística regional e atrair novos empreendimentos industriais.

Ligação com Porto de Suape

O projeto original da Transnordestina, iniciado há 20 anos, incluía um ramal adicional de cerca de 500 quilômetros para conectar o oeste de Pernambuco, a partir de Salgueiro, ao Porto de Suape, na região metropolitana do Recife. Esse trecho foi retirado na gestão anterior e a contratação permanece suspensa por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

As obras avançam conforme o cronograma divulgado pelo Ministério dos Transportes, com entregas parciais e projetos complementares voltados à integração logística entre o interior e os portos do Nordeste.

Com informações de Agência Brasil