A ex-secretária de Turismo e Desenvolvimento da Paraíba, Rosália Lucas, respondeu às declarações do pré-candidato ao governo Efraim Filho (PL) sobre a necessidade de crédito e redução de impostos para o artesanato paraibano. Em nota, Rosália afirmou que o senador “desconhece as políticas públicas e o olhar diferenciado do Governo do Estado aos nossos artesãos”.

Na entrevista citada por Rosália, Efraim declarou que o artesão paraibano precisa de “menos imposto e mais crédito” e afirmou que “o resto ele faz, porque o talento está na mão dele”.

Como contraponto, a ex-secretária destacou ações recentes do Executivo estadual. No início do 42° Salão do Artesanato Paraibano 2026, realizado em Campina Grande, o Programa Empreender Paraíba disponibilizou uma linha de crédito de R$ 800 mil voltada aos artesãos participantes, com a intenção de fortalecer o setor, gerar renda, valorizar a cultura local e estimular o empreendedorismo.

Rosália apontou ainda dados da Secretaria Executiva do Empreendedorismo: entre 2019 e 2026, o Programa Empreender beneficiou 433 artesãos, com aporte superior a R$ 3,2 milhões. Segundo ela, o programa é permanente, permitindo que profissionais interessados acessem os recursos a qualquer momento, e não apenas durante os salões.

Sobre a edição deste ano do Salão do Artesanato, a ex-secretária informou que o Governo ofereceu a maior estrutura da história do evento, com 6 mil metros quadrados e cerca de 500 expositores. O investimento foi de mais de R$ 2,7 milhões, em parceria com o Sebrae-PB.

Ao rebater a crítica sobre tributação, Rosália afirmou que “o senador Efraim Morais desconhece também que não existe carga tributária; o artesão é isento do pagamento de imposto”.

A ex-secretária recordou evolução do evento desde o início do governo do ex-governador João Azevêdo: há oito anos, o Salão do Artesanato contava com menos de 200 participantes e vendas pouco superiores a R$ 800 mil. Em 2026, segundo Rosália, foram cerca de 500 expositores e vendas que chegaram a R$ 3,5 milhões.

Rosália ressaltou ainda que os artesãos não pagam taxa de participação nos salões de Campina Grande e João Pessoa, e que o Estado oferece hospedagem e transporte para profissionais de outras localidades. Ela afirmou que o Programa do Artesanato Paraibano tem reconhecimento nacional pelas políticas voltadas aos artesãos e observou que “hoje o artesão é um empreendedor, sustentando a família através da arte… Consegue vender durante todo o ano; não só nos salões”.

A ex-secretária, que se desincompatibilizou para disputar uma vaga de deputada estadual nas eleições de outubro, disse que não há, em outros estados, dois salões em menos de um ano com quase um mês de duração. Ela concluiu afirmando que o objetivo é manter a atuação em defesa dos artesãos, independentemente de ocupação de cargos, por considerar o artesanato um setor relevante para geração de emprego e renda e para o fortalecimento da economia.

Com informações de Maispb