O Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou, nesta sexta-feira (10), que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) adote medidas para evitar a presença de gatos em espaços internos da instituição, com o objetivo de reduzir riscos de contaminação e proteger a saúde de quem frequenta os prédios.
Segundo o órgão, a orientação segue um estudo pericial realizado nas dependências da universidade, que indicou necessidade de intervenções para garantir condições sanitárias e segurança de trabalhadores, estudantes e demais usuários.
A recomendação do MPT fixa prazo de 180 dias para que a UFPB implemente e comprove a execução de 12 ações previstas no documento. Em nota, a universidade informou ter formado um grupo de trabalho encarregado de elaborar o plano institucional indicado e declarou que cumprirá o prazo estabelecido.
Entre as providências determinadas estão a instalação de barreiras físicas e a manutenção de portas e vedações, de modo a impedir a entrada de animais em salas de aula, laboratórios, áreas administrativas, copas, sanitários e outros ambientes internos. A medida visa limitar o acesso dos gatos a locais onde há maior circulação de pessoas e manipulação de materiais sensíveis.
Outra orientação prevê a retirada de pontos de alimentação nas imediações das edificações, mantendo, quando necessário, apenas locais de alimentação em áreas externas e sob controle. Esse procedimento busca reduzir a aproximação dos animais às entradas e janelas das construções.
O MPT também solicita a instituição a criação de protocolos formais para a limpeza e desinfecção de espaços eventualmente contaminados por fezes, urina e outros resíduos biológicos, com procedimentos específicos para manejo e descontaminação desses locais.
O conjunto de exigências tem caráter preventivo e abrange diversas frentes de atuação, incluindo ajustes estruturais e a padronização de rotinas de higiene. A universidade terá o período indicado para apresentar comprovação das ações realizadas, conforme estabelece a recomendação.
Não foram anunciadas pela UFPB datas específicas para início das intervenções, apenas a formação do grupo de trabalho e o compromisso de atender à determinação dentro do prazo fixado pelo Ministério Público do Trabalho.
Com informações de Jornaldaparaiba


