O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) decidiu manter a interdição ética das atividades de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva 2 (UTI 2) e no Posto de Enfermagem 2 do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande. A decisão foi tomada após nova inspeção técnica realizada na terça-feira (7 de julho de 2026), quando a Comissão de Sindicância responsável pela avaliação constatou que as irregularidades apontadas na interdição inicial ainda não foram completamente sanadas.
A interdição parcial havia sido aplicada em novembro de 2025, em função de fiscalizações que detectaram falhas graves em setores como o Centro de Material e Esterilização (CME), além da UTI 2 e do Posto de Enfermagem 2. Na ocasião, foram relatados problemas no processamento de materiais, inadequações estruturais e riscos ao controle de infecção, considerados incompatíveis com a segurança da assistência.
Durante a visita de verificação desta semana, o relatório da Comissão apontou que, mesmo após a direção do hospital informar ter promovido adequações estruturais e organizacionais, persistem inconformidades que colocam em risco a segurança de pacientes e profissionais e comprometem a qualidade do atendimento. Entre os problemas novamente identificados estão tubulações e drenos do sistema de climatização expostos nos banheiros das enfermarias; ausência de tomadas elétricas nas cabeceiras dos leitos; proximidade inadequada entre a rede elétrica e a rede de gases medicinais; circulação de trabalhadores e de materiais de obra em áreas assistenciais sem isolamento físico; acúmulo de resíduos de obra em corredores; e ausência de chuveiros elétricos nos banheiros destinados aos pacientes.
O relatório técnico da Comissão de Sindicância concluiu que essas condições descumprem normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), preceitos do Programa Nacional de Segurança do Paciente, a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem e resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por representarem riscos à assistência e ao exercício da profissão.
Em nota, o presidente do Coren-PB, Thiago Roniere, afirmou que a interdição ética tem caráter preventivo e permanecerá vigente até que todas as irregularidades sejam corrigidas e a conformidade seja comprovada em nova inspeção técnica. Com base nos achados da vistoria, a Comissão de Sindicância recomendou o indeferimento do pedido de desinterdição apresentado pela direção do hospital.
O Coren-PB informou que a medida continuará em vigor até a completa regularização das irregularidades apontadas e a comprovação das correções em avaliação subsequente.
Com informações de G1


