O anúncio da implantação de um serviço de hemodinâmica no município de Sousa, no Sertão paraibano, foi destacado pelo médico e vice-prefeito Zé Célio Rodrigues como uma mudança significativa para o atendimento de urgência na região. Em entrevista à TV Diário do Sertão, ele afirmou que a novidade terá impacto humanitário e operacional ao diminuir a necessidade de longas transferências de pacientes graves para outros centros.

Segundo Zé Célio, a implementação do serviço foi viabilizada pelo programa Coração Paraibano, do Governo do Estado, e elimina uma dependência geográfica que, em casos de emergência, pode comprometer a chance de sobrevivência. Atualmente, pacientes com infarto agudo do miocárdio e outras emergências cardiológicas da microrregião de Sousa frequentemente precisam ser deslocados por via aérea ou por ambulância para hospitais em Patos, Campina Grande ou João Pessoa.

O vice-prefeito destacou que, ao evitar transferências para realizar procedimentos como cateterismo, o Hospital Regional de Sousa passa a oferecer atendimento mais rápido e seguro aos pacientes locais. Ele avaliou a chegada da hemodinâmica como o primeiro passo de um projeto maior de fortalecimento da saúde municipal e regional.

Zé Célio também comentou a forma de gestão prevista para o novo equipamento. O modelo inicial, conforme explicou, prevê a atuação de uma estrutura privada parceira, citando a possibilidade de contratações semelhantes às realizadas com o Hospital Santa Terezinha. Ainda assim, ele defendeu que o objetivo final deve ser a autonomia completa da rede estadual no município.

Além da área cardiológica, o vice-prefeito projetou que o Hospital Regional de Sousa possa se transformar em um polo capaz de atender traumas graves com mais resolutividade. Ele ressaltou a carência de atendimento neurológico imediato na região, lembrando que traumas cranianos hoje obrigam transferências para Campina Grande ou João Pessoa.

Na entrevista, Zé Célio afirmou que a mobilização envolvendo lideranças locais — citando nomes como Lindolfo e Tyrone — não se trata de vaidade, mas de garantir que a população de Sousa tenha serviços de saúde que não dependam exclusivamente de outras localidades.

O início da operação da hemodinâmica e a transição eventual para gestão pública total ainda não tiveram datas específicas divulgadas pelas autoridades estaduais ou municipais.





Com informações de Diariodosertao