Polícia Civil amplia lista de depoimentos em caso que apura denúncia de abuso em creche

A Polícia Civil de João Pessoa informou que ainda pretende ouvir pelo menos 30 pessoas no inquérito que apura a denúncia de abuso sexual contra uma criança de dois anos que estudava em uma creche municipal. A informação foi dada pela delegada Andressa Rocha, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude.

Segundo a delegada, na manhã desta quinta-feira quatro pessoas prestaram depoimento após a expedição de sete intimações. “Ainda temos mais de 30 pessoas para ouvir”, afirmou Andressa, ressaltando que o prazo do inquérito está sendo cumprido para que a investigação chegue a uma conclusão responsável sobre autoria e circunstâncias do fato.

A mãe da criança registrou a ocorrência no dia 23 de abril de 2026, conforme consta na investigação. Ela relata ter percebido um ferimento na região íntima durante uma troca de fraldas e buscou atendimento médico. A criança foi submetida a exame no Instituto de Polícia Científica (IPC), cujo laudo aponta lesão no hímen compatível com outro ato libidinoso, sem conjunção carnal, e com características de recente ocorrência.

Embora a mãe acredite que o abuso tenha ocorrido na creche onde deixou a filha por volta das 7h30 e onde a criança permaneceu até as 16h30, a Polícia Civil afirma que, até o momento, os elementos reunidos não indicam que o fato tenha ocorrido na unidade escolar. A investigação tem ouvido familiares e deve continuar com oitivas para entender a dinâmica dos dias anteriores e das rotinas da criança.

A delegada Adriana Guedes, responsável pelo caso, informou ter ouvido a diretora da creche, a professora, cuidadoras e auxiliares, e que realizou inspeção pessoal na instituição. “As diligências continuam. Até o presente momento, a gente não tem nenhum indício de autoria”, disse Adriana.

Imagens divulgadas pela TV Cabo Branco mostram uma funcionária fotografando crianças usando fraldas ou sem roupa. A direção da creche afirmou orientar a inspeção corporal por cuidadoras e o envio de fotografias à gestão para comunicação aos pais em caso de lesões. A Secretaria de Educação de João Pessoa, porém, disse desconhecer esse procedimento, informou que a servidora envolvida foi afastada e que não há, até agora, elementos que corroborem a ocorrência dos fatos nas dependências da unidade.

Na nota, a Secretaria informou ter disponibilizado às autoridades as imagens do sistema de videomonitoramento — que funciona 24 horas — e afirmou que solicitou análise técnica das gravações à Guarda Civil Metropolitana. Segundo o órgão, a avaliação preliminar não apontou indícios que confirmem os relatos quanto ao local dos fatos, e todas as imagens e documentos requisitados já foram encaminhados à Delegacia responsável pela apuração.

As investigações seguem com oitivas e diligências para esclarecimento completo dos fatos.

Com informações de G1