Um homem de 53 anos foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23) sob suspeita de maus-tratos com agravante pela morte de um cachorro em Queimadas, no Agreste da Paraíba. Segundo as autoridades, o suspeito foi preso em flagrante depois que vizinhos denunciaram as agressões e as investigações concluíram que o animal foi espancado e, em seguida, lançado em uma fogueira, onde morreu.

De acordo com o inquérito, o processo foi remetido ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que avaliará se oferece denúncia contra o investigado na Justiça estadual. A identidade do homem não foi divulgada até a publicação desta reportagem.

Investigação

O caso remonta à sexta-feira (17), quando moradores relataram à polícia terem presenciado ataques ao cachorro em, pelo menos, dois momentos do dia. Testemunhas informaram que, inicialmente, o animal foi amarrado a uma árvore. Horas depois, o suspeito teria retornado e desferido golpes com um pedaço de madeira, provocando ferimentos que impossibilitaram a locomoção do cão.

Conforme os relatos colhidos pela Polícia Civil, depois de agredir o animal, o homem acendeu uma fogueira e atirou o cachorro, ainda vivo, nas chamas. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O delegado responsável pelo caso, Artur Andrade, informou que as agressões foram continuadas até que o cachorro não conseguisse mais caminhar. O registro policial aponta que o investigado dava os golpes com um pedaço de madeira e, não satisfeito com as agressões anteriores, voltou a atacá-lo antes de realizá-las à fogueira.

Ainda segundo a apuração, o homem, identificado pela polícia como agricultor, já havia sido responsabilizado anteriormente por crimes contra outras pessoas, incluindo ameaça, violência doméstica e lesão corporal.

Com a conclusão do inquérito e o indiciamento, o MPPB receberá o procedimento para decidir se denuncia o caso à Justiça. Até o momento não houve divulgação de informações adicionais sobre eventual audiência de custódia ou medidas cautelares aplicadas ao investigado.

O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil enquanto o Ministério Público analisa os próximos passos processuais.

Com informações de Jornaldaparaiba