O cirurgião do aparelho digestivo e bariátrico Dr. Júnior Pires chamou atenção para os sinais da pedra na vesícula e para os critérios que indicam cirurgia durante participação no Programa Diário Saúde, exibido pela TV Diário do Sertão e apresentado por Caliel Conrado. A entrevista ocorreu nesta quarta-feira (22).

De acordo com o médico, o cálculo biliar — popularmente conhecido como pedra na vesícula — nasce quando componentes da bile, como colesterol e pigmentos biliares, se cristalizam no interior da vesícula. Embora muitas pessoas carreguem cálculos sem apresentar sintomas, outras desenvolvem crises dolorosas que afetam a qualidade de vida.

A dor típica associada à vesícula costuma localizar-se na região superior direita do abdômen, com maior frequência após refeições ricas em gordura. Em determinados casos, essa dor pode irradiar para as costas ou para o ombro direito e vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensação de má digestão. Pelo risco de confusão com outros distúrbios digestivos, o especialista ressaltou a necessidade de avaliação médica para confirmação do diagnóstico.

O médico também observou que nem toda dor no lado direito do abdômen tem origem na vesícula. Doenças do fígado, do estômago, do intestino e problemas musculares podem causar sintomas semelhantes, o que torna essencial um diagnóstico preciso.

Entre os fatores que elevam a probabilidade de formação de cálculos biliares, Dr. Júnior Pires citou obesidade, dieta rica em gorduras, perda de peso rápida, diabetes, histórico familiar, idade mais avançada e o fato de ser mulher, sendo que alterações hormonais podem influenciar na formação das pedras.

O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica combinada a exames de imagem, com destaque para o ultrassom abdominal, considerado o principal método para identificar cálculos na vesícula. Conforme a situação clínica, o médico pode solicitar exames complementares para investigar complicações.

Sobre o tratamento, o cirurgião explicou que pacientes assintomáticos podem conviver com as pedras, mas quando ocorrem crises recorrentes ou complicações, a opção mais indicada é a retirada da vesícula. Atualmente, a maioria das colecistectomias é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que tende a reduzir a dor no pós-operatório, acelerar a recuperação e permitir retorno mais rápido às atividades.

Dr. Júnior Pires afirmou ainda que viver sem vesícula é viável e que, após o período de recuperação, a maior parte dos pacientes retoma a alimentação habitual, seguindo orientações médicas nos primeiros dias pós-cirurgia.

Na entrevista, o médico também informou sobre o andamento das obras do Hospital GastroCenter Dr. Júnior Pires. Segundo ele, a unidade está em fase final de conclusão e a expectativa é de inauguração em 2027. O hospital foi projetado para ampliar o atendimento especializado no Alto Sertão, com estrutura moderna, centro cirúrgico e serviços voltados ao diagnóstico e tratamento de doenças do aparelho digestivo, além de outras especialidades.





Dr. Júnior Pires – Cirurgião do Aparelho Digestivo e Cirurgião Bariátrico

Dr. Júnior Pires é referência regional em videolaparoscopia avançada, atuando em procedimentos complexos por técnicas minimamente invasivas e tendo sido pioneiro nessa abordagem para cirurgias digestivas na região. Atende em Cajazeiras (PB), na CEMEC – Av. Júlio Marquês Nascimento, 1357, e em Pau dos Ferros (RN), na Clínica IMED. Instagram: @dr.juniorpires

Com informações de Diariodosertao