Partido pressiona por vaga de vice na chapa governista
O Republicanos transformou a escolha do pré-candidato a vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro (PP) em prioridade política, segundo o tom das últimas declarações do deputado federal Hugo Motta, presidente da Câmara. O partido sustenta que sua força eleitoral na Paraíba e a capacidade de contribuir para uma eventual gestão justificam a reivindicação.
O Republicanos já integra a chapa majoritária governista e lançou o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley — pai de Hugo Motta — como pré-candidato ao Senado. Para ampliar a visibilidade do nome, Nabor assumiu a presidência do diretório estadual da legenda, função a partir da qual deve intensificar interlocução com lideranças regionais. Ele divide espaço na disputa ao Senado com o ex-governador João Azevêdo (PSB).
Hugo Motta mantém em sigilo o nome que o partido pretende indicar para a vaga de vice. O parlamentar afastou as especulações de que sua esposa, Luana, seria a escolhida, boato que ganhou força após participação dela em atividades políticas na região de Patos. No entorno familiar, além de Nabor ao Senado, uma irmã de Hugo, Olívia Motta, será candidata à Assembleia Legislativa.
No rol de prováveis nomes para a vice-presidência da chapa, aparece com destaque o deputado estadual Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa, que abriu mão da postulação ao governo e manifestou disposição em aceitar a vice. Também é citado o deputado estadual Wilson Filho, ex-secretário de Educação, que, entretanto, afirma estar concentrado na reeleição para a Assembleia.
O partido tem buscado ampliar sua presença na cena estadual por meio de filiações estratégicas e ocupação de cargos. Em 2022, o Republicanos renunciou a pleitear vaga na chapa majoritária, permitindo a João Azevêdo compor conforme sua conveniência — movimento que facilitou a remanejamento de Lucas Ribeiro para a vice após a recusa do deputado federal Aguinaldo Ribeiro em disputar o Senado. Mesmo fora da chapa, a legenda assegurou a continuidade no comando da Assembleia Legislativa e a obtenção de secretarias como a da Educação.
Naquele pleito, o Republicanos apoiou João e Lucas, mas discordou na disputa ao Senado, ao impulsionar a candidatura de Pollyanna Werton e posteriormente aliar-se a Efraim Filho, dissidente do bloco governista — eleição que terminou favorável a João e Efraim.
Para 2026, o Republicanos se colocou em posição ativa, defendendo a pré-candidatura de Nabor ao Senado. Houve acordo para a renúncia de Nabor à prefeitura de Patos em abril, coincidindo com a desincompatibilização de João Azevêdo do cargo de governador. A entrada de Nabor no tabuleiro provocou tensões sobre áreas de influência, gerando intervenções de dirigentes para contornar atritos.
Hugo Motta, apontado como articulador do processo de unidade da chapa governista, defende que a coesão é condição para a vitória. A pré-candidatura de Nabor tem despertado avaliações divergentes sobre suas chances, que vão de uma grande vitória ao risco de fracasso. O deputado já afirmou acreditar que o pai conquistará uma vaga, afirmação que alimenta debates nos bastidores. Nos planos do Republicanos, a atuação atual também visa preparar terreno para uma eventual disputa pelo governo estadual em 2030, com Hugo Motta como protagonista.
Com informações de Polemicaparaiba




