Sabatina com estudantes reúne candidatos com representação nacional na Paraíba
Na tarde de quarta-feira, 19 de agosto de 2026, a Rede Paraíba organizou uma sabatina entre estudantes e os candidatos ao governo do estado que integram partidos com assento no Congresso Nacional. O encontro aconteceu no auditório da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEPB), em Campina Grande, e contou com a participação dos candidatos Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP).
O evento, moderado pelos repórteres Artur Lira e Bruna Couto, reuniu 300 alunos de três escolas locais e ocorreu das 15h às 17h. A dinâmica foi dividida em três rodadas temáticas, com perguntas sorteadas previamente pela organização e representantes das escolas. Em cada bloco, os candidatos responderam às mesmas questões seguindo a ordem definida por sorteio, com dois minutos para falar, e a sequência variando em cada rodada.
Na primeira rodada, o tema central foi a oferta equânime de serviços de saúde em todo o estado. Cícero Lucena defendeu um novo planejamento e a cooperação entre Estado e municípios, enfatizando a descentralização dos atendimentos para aproximar os serviços da população. Ele citou como exemplo pacientes oncológicos que precisam se deslocar centenas de quilômetros, e mencionou valores orçamentários ao afirmar que João Pessoa teria R$ 130 milhões destinados ao tratamento de câncer, dos quais 60% atenderiam pessoas de fora, enquanto o Estado teria R$ 40 milhões. Efraim Filho também propôs interiorizar os serviços de especialidades, criticou o atual modelo de transferência de pacientes para grandes centros e destacou o uso de telemedicina e infraestrutura de fibra óptica para levar especialistas a municípios distantes, citando localidades como Camalaú, no Cariri, e centros como Campina Grande e João Pessoa. Lucas Ribeiro informou que o governo estadual já estaria ampliando a interiorização por meio da construção de três novos hospitais, incluindo o Hospital da Mulher de Campina, a incorporação do Hospital da Clipsi para atendimento materno-infantil, além de obras de hospital de trauma no Sertão, Hospital da Mulher em Sousa e a instalação de um acelerador linear no Hospital do Bem, em Patos.
A segunda rodada abordou meio ambiente, preservação, esgotamento sanitário, esporte e cultura. Sobre saneamento, Efraim Filho afirmou que investir em esgoto equivale a salvar vidas e criticou a falta de prioridade dada ao tema, citando ainda o problema do esgoto nas praias e a divisão de responsabilidades entre governo estadual e prefeituras. Lucas Ribeiro destacou uma parceria público-privada pactuada este ano, fruto de estudos do BNDES e da FGV, para levar coleta e tratamento de esgoto a 85 municípios, beneficiando quase 2 milhões de pessoas e atendendo à meta de 90% até 2033 prevista no marco legal do saneamento; segundo ele, Campina Grande não faz parte desse pacote por já ser referência no tema. Cícero Lucena apontou que saneamento exige planejamento, sustentando que retrocessos na cobertura em Campina Grande são graves e lembrando que cada real em saneamento gera economia de R$ 5 em saúde.
Na terceira rodada, com perguntas sobre turismo, mercado de trabalho e educação, Cícero defendeu o fortalecimento da educação infantil, apoio às redes municipais, valorização dos professores e incorporação de tecnologia. Lucas Ribeiro reforçou a expansão do ensino técnico no estado, informando que a Paraíba possui 157 escolas técnicas e afirmou avanços no Ideb. Efraim Filho disse pretender universalizar o ensino integral, priorizando escolas em áreas vulneráveis para garantir merenda, reduzir exposição a drogas e violência e oferecer reforço em português e matemática; ele citou a estatística de que cerca de 58% dos jovens não concluem o ensino médio até os 19 anos.
As considerações finais foram feitas em ordem alfabética: Cícero Lucena renovou seu compromisso de gestão humanitária e municipalista; Efraim Filho falou em inovação e convidou os jovens a acompanharem sua campanha, lembrando o número 22; e Lucas Ribeiro ressaltou seu compromisso com a juventude e com o futuro do estado, afirmando que os estudantes decidirão os próximos quatro anos.
Com informações de G1




