O superintendente da Polícia Civil da Paraíba, delegado Cristiano Santana, informou nesta quinta-feira (27) que a investigação sobre o desaparecimento do cabo da Polícia Militar José César ainda depende de análises técnicas para que seja possível concluir o inquérito. O policial está desaparecido há mais de seis meses, desde que saiu de casa para o trabalho, em João Pessoa.

Em entrevista à TV Cabo Branco, Santana declarou que diversas pessoas foram ouvidas no curso das apurações — entre familiares, amigos e colegas de serviço — e que há “análises técnicas pendentes fundamentais para que a equipe possa fazer a conclusão das investigações”. Segundo o delegado, a área onde o cabo foi visto pela última vez possui poucas câmeras de monitoramento, o que dificulta o avanço das apurações.

De acordo com a Polícia Civil, já foram colhidos dezenas de depoimentos e requisitadas perícias, além de representações e medidas judiciais necessárias para o andamento do caso. O cabo José César, que trabalhava no Museu da Polícia Militar, no Centro de João Pessoa, saiu de casa durante a madrugada informando à esposa que iria para o trabalho. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou a residência, mas, depois disso, ele não foi mais visto nem manteve contato com os parentes.

O superintendente ressaltou a complexidade do caso e a necessidade das perícias pendentes para concluir as diligências. Ele também afirmou que, ao final das investigações, a imprensa será convocada para que o conteúdo do inquérito policial seja detalhado e tornado público.

As buscas e as apurações continuam em curso, com a Polícia Civil mantendo o trabalho para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento do militar.

Com informações de G1