O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) tem agendado para a próxima quarta-feira (9) o julgamento do recurso interposto por Edvaldo Neto, prefeito afastado de Cabedelo. Eleito em eleição suplementar realizada em abril deste ano, Edvaldo foi afastado do cargo por decisão judicial após o deflagramento da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do GAECO, e com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Além do recurso do prefeito afastado, o TJPB também deve analisar os pedidos de revisão dos afastamentos de Luciano Junior da Silva, ex-secretário de Gestão Governamental de João Pessoa; do empresário Aldecir Monteiro da Silva, identificado como sócio formal do grupo Lemon; e de Diego Carvalho Martins, ex-procurador-geral do município.
Entenda o afastamento
A Operação Cítrico investiga a suposta existência de uma organização criminosa responsável por fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa. Segundo a apuração, o esquema teria se valido de contratações de empresas fornecedoras de mão de obra para inserir, em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, integrantes da facção conhecida como “Tropa do Amigão”, apontada como braço do Comando Vermelho.
As investigações indicam que recursos públicos teriam sido desviados em benefício do crime organizado e que contratos administrativos teriam sido utilizados como instrumento para ampliar influência política e territorial. A Polícia Federal aponta ainda a existência de um suposto consórcio formado por agentes políticos, empresários e membros de organização criminosa, com o objetivo de manter contratos milionários e distribuir vantagens ilícitas.
O montante dos contratos sob investigação pode alcançar R$ 270 milhões, conforme apontado pelos órgãos envolvidos nas apurações. O resultado do julgamento no TJPB poderá definir as medidas seguintes acerca do afastamento dos investigados.
As acusações permanecem em fase de investigação, e eventual responsabilização dependerá do prosseguimento do processo e das decisões judiciais.
Com informações de Polemicaparaiba



