Quem e o que: Renan Santos convocou apoiadores ao Obelisco do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (7), e pediu publicamente a prisão e o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, do ministro Dias Toffoli e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Como e onde: O ato ocorreu no entorno do Obelisco do Ibirapuera, local escolhido para o lançamento do documento intitulado “Manifesto pelo Futuro da Nação”. Renan leu o manifesto durante a manifestação e direcionou críticas contundentes às elites políticas e intelectuais do país.
Discurso e acusações
No pronunciamento, Santos atacou a elite brasileira, afirmando que “a nossa elite é um lixo” e responsabilizou as pessoas nas posições de poder pelo que chamou de fracasso do país. Questionou também o conceito de democracia vigente, dizendo não aceitar um sistema que, segundo ele, transforma brasileiros em “escravos do crime organizado”.
Ao ler o manifesto, Renan afirmou que não existe polarização entre os campos políticos e acusou tanto a direita hegemônica quanto a esquerda governista de serem dominadas por interesses em comum, citando Daniel Vorcaro como exemplo. Ele também descreveu o Supremo como “peça central desse arranjo”, com indivíduos que teriam se acomodado ao que classificou como banditismo cotidiano.
Convite aos presidenciáveis e pressão de Kim Kataguiri
Kim Kataguiri, presente no evento, usou a cobertura da imprensa para cobrar dos candidatos à Presidência um compromisso público: nomear, se eleitos, ministros do STF com independência para, segundo ele, votar pela prisão de Alexandre de Moraes. Kataguiri afirmou que esse seria o mínimo esperado de quem pretende governar o país.
Ele também acusou outros postulantes de terem vínculos que os impediriam de assumir tal compromisso, mencionando envolvimento com Vorcaro e com o Banco Master como possíveis razões para a recusa ou por covardia, e afirmou que apenas a sua candidatura não estaria na “lista de transmissão do Vorcaro”.
O ato ocorreu poucos dias após, em 2 de setembro, terem sido protocolados no Senado pedidos de impeachment contra Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, movimento que se relaciona ao clima de confrontação presente no protesto.
O lançamento do manifesto foi apresentado pelos organizadores como uma convocatória em defesa do futuro da nação e teve também o convite formal para que outros candidatos à Presidência assinassem o documento.
Com informações de Polemicaparaiba



