O candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (8) que o banqueiro Daniel Vorcaro não continuaria preso se Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegasse à Presidência. A declaração foi dada em entrevista à rádio Novabrasil FM, no mesmo dia em que Haddad participou do programa de Luiz Bacci no YouTube e conversou com jornalistas.

Haddad relacionou diretamente a fraude envolvendo o Banco Master à família Bolsonaro e disse que, em outro cenário eleitoral, Vorcaro teria sua situação judicial alterada. O petista sustentou que, com a eleição de Flávio Bolsonaro, o banco não teria sido liquidado e o banqueiro não permaneceria na cadeia.

Acusações sobre recursos e financiamentos

O candidato afirmou ainda que há aproximadamente R$ 40 bilhões fora do Brasil sob a administração de fundos vinculados a intermediários do banqueiro. Haddad disse que esses valores corresponderiam a dinheiro público e estariam sendo geridos por “fundos de laranjas” ligados a Vorcaro.

Ao apontar vínculos políticos, Haddad declarou que o Banco Master teria financiado campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, e ressaltou que a liquidação da instituição e a prisão de Vorcaro foram medidas adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da Polícia Federal.

Pedido de transparência e o caso ‘Dark Horse’

O ministro voltou a cobrar transparência sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o escândalo do Banco Master, defendendo a abertura dos sigilos relacionados às apurações do chamado “BolsoMaster”. Haddad citou áudios divulgados pelo Intercept Brasil em que, segundo o material, Flávio teria pedido mais de R$ 130 milhões a Vorcaro para o filme “Dark Horse”, investigação que tramita na Polícia Federal.

Em entrevista a jornalistas, Haddad questionou por que o processo contra Flávio Bolsonaro permanece sob sigilo e listou uma série de pontos que, em sua avaliação, deveriam ser do conhecimento do eleitor: uma investigação sobre rachadinhas que teria sido obstruída, a compra de 50 imóveis em dinheiro vivo, a homenagem a um miliciano, a contratação de parentes desse miliciano no gabinete, a visita a Vorcaro quando este já usava tornozeleira eletrônica, a confissão de ter recebido mais de R$ 60 milhões do banqueiro e contradições sobre a data do último depósito para a produtora ligada ao filme.

Haddad concluiu pedindo que as apurações sejam tornadas públicas para que o eleitor possa avaliar os fatos.

Com informações de Polemicaparaiba