Uma mulher de 63 anos que estava em João Pessoa para turismo foi atendida por um quadro neurológico grave e, após tratamento na Paraíba, voltou ao Paraná em 23 de setembro para dar continuidade ao tratamento próximo da família. A paciente foi assistida no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), unidade gerenciada pela Fundação Paraíba de Gestão em Saúde (PB Saúde), em Santa Rita.
Quadro inicial e emergência
O atendimento teve início quando a paciente, acompanhada por familiares, apresentou sintomas neurológicos agudos e foi levada ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Durante o atendimento, sofreu parada cardiorrespiratória e foi conduzida à sala vermelha. Após aproximadamente quatro minutos de manobras de reanimação, houve retorno da circulação espontânea.
Exames de imagem não identificaram lesões compatíveis com AVC isquêmico e os médicos passaram a investigar a hipótese de síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica na qual o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, podendo causar fraqueza muscular progressiva, alterações de sensibilidade e, nos casos mais graves, comprometimento respiratório.
Transferência para unidade especializada e tratamento
Diante da gravidade do quadro, a paciente foi transferida, em 27 de agosto, por meio da Regulação Estadual, para o Hospital Metropolitano, referência em neurologia na Paraíba. Na unidade ela foi internada diretamente na UTI Neurológica, onde recebeu tratamento com imunoglobulina, hidratação e medidas de suporte. Durante a internação foram realizados procedimentos de assistência respiratória, incluindo traqueostomia, e houve evolução clínica favorável com posterior extubação.
A coordenadora médica do Núcleo Interno de Regulação do Hospital Metropolitano, Carol Lucena, ressaltou a atuação das equipes desde o primeiro atendimento até a assistência especializada no HMDJMP, destacando a sequência de cuidados que possibilitou a estabilização do quadro.
Retorno ao Paraná
Com a condição clínica estabilizada, as equipes organizaram a transferência interestadual para garantir a continuidade do tratamento e o convívio com a rede de apoio familiar. A operação ocorreu em 23 de setembro, com apoio do estado do Paraná, que disponibilizou uma aeronave para o transporte. A paciente viajou acompanhada do esposo, José Amâncio dos Santos, morador de Palmeira (PR), em um voo de aproximadamente quatro horas até o Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde deu sequência ao atendimento.
Acolhimento à família
O esposo acompanhou toda a assistência desde a entrada no Hospital de Trauma até a internação no Metropolitano e destacou o acolhimento recebido pelas equipes de saúde na Paraíba. A família agradeceu a atenção e a humanização do atendimento durante o período em que esteve longe de casa.
O caso demonstra a articulação entre serviços de saúde de diferentes estados, envolvendo atendimento de urgência, assistência especializada e logística para transferências interestaduais, visando garantir a continuidade do cuidado mesmo quando o paciente está fora de sua cidade de origem.
Com informações de Maispb




