O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, registrou a criação de 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto. O indicador contabiliza a diferença entre admissões e desligamentos no período.

O resultado de agosto é 183,1% superior ao observado em julho, quando foram gerados 58.568 empregos. Em comparação com agosto de 2025, com dados ajustados que incorporam declarações entregues em atraso, a criação de vagas subiu 7,2% — naquele mês haviam sido abertos 154.683 postos.

Apesar do crescimento anual, o saldo de agosto de 2026 é o segundo menor da série iniciada em 2020 para o mês, ficando atrás apenas de agosto de 2025. A mudança metodológica adotada a partir de 2020 impede comparações com períodos anteriores.

Acumulado

No acumulado de janeiro a agosto, o Caged registrou queda de 25,2% nas vagas formais: 1.134.033 postos em oito meses de 2026, contra 1.516.881 no mesmo período de 2025. Os números consideram ajustes decorrentes de declarações entregues fora do prazo pelos empregadores.

Setores

Todos os cinco setores pesquisados apresentaram saldo positivo em agosto:

• Serviços: +110.346 postos;

• Construção civil: +20.848;

• Indústria (transformação, extração e outros): +16.613;

• Comércio: +16.565;

• Agropecuária: +1.452.

Destaques

Dentro dos serviços, a educação liderou a criação de vagas com 25.416 admissões. Saúde humana e serviços sociais abriram 19.142 postos, e transporte, armazenagem e correio acrescentaram 16.819 empregos.

Na construção civil, serviços especializados para construção geraram 8.415 empregos, seguidos por obras de infraestrutura com 7.396 vagas.

Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios foi a principal responsável pelo saldo positivo, com 10.171 contratações; em seguida aparecem fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões do país apontaram abertura de vagas em agosto: Sudeste (+73.167), Nordeste (+59.356), Norte (+13.603), Sul (+10.850) e Centro-Oeste (+8.699).

Por unidade da Federação, 24 registraram saldo positivo e três apresentaram mais demissões do que contratações. Os maiores saldos foram observados em São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428).

Os únicos estados com redução de vagas no mês foram Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as demissões no Espírito Santo decorrem do fim da safra de café; em Rondônia, estão relacionadas à indústria alimentícia; e no Rio Grande do Sul concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.

Salário médio de admissão

O salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.410,74, queda de R$ 0,74 (-0,03%) em relação a julho (R$ 2.411,48) e aumento de R$ 24,31 (+1,02%) na comparação com agosto de 2025 (R$ 2.386,43).

Carteira assinada

Com a criação de vagas formais em agosto, o total de trabalhadores com carteira assinada fechou o mês em 48.244.696, alta de 1% em relação a julho e de 1,02% na comparação anual.

O Caged segue publicando ajustes quando empregadores entregam declarações fora do prazo, o que pode alterar saldos de meses anteriores.

Com informações de Agência Brasil