Pela primeira vez desde o encerramento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, que aprovou a Constituição Federal de 1988, nenhum dos deputados que participaram daquele processo foi eleito para compor a Câmara dos Deputados na legislatura que se iniciará em 1º de fevereiro de 2027.
A Constituinte foi a 48ª legislatura. Após a promulgação da Carta de 1988, diversos participantes daquele processo voltaram a ocupar cadeiras na Câmara em legislaturas subsequentes. Entretanto, na disputa mais recente, nenhum dos ex-constituintes conseguiu mandato para a nova legislatura.
Na atual composição da Câmara, que corresponde à 57ª legislatura, quatro ex-constituintes estão entre os deputados federais eleitos: Benedita da Silva (PT-RJ), Lídice da Mata (PSB-BA), Sérgio Brito (PSD-BA) e Aécio Neves (PSDB-MG). Esses parlamentares integraram a Constituinte e ocuparam lugares na Câmara nas legislaturas mais recentes.
O levantamento sobre mandatos também aponta os nomes de ex-constituentes que tiveram maior longevidade eleitoral após 1988. O deputado que mais vezes se elegeu depois da Constituinte foi Paes Landim (PI), com oito mandatos. Em seguida, com sete mandatos cada, aparecem Arnaldo Faria de Sá (SP), Arolde de Oliveira (RJ), Átila Lira (PI), Bonifácio de Andrada (MG), Gonzaga Patriota (PE), Miro Teixeira (RJ), Antonio Carlos Mendes Thame (SP), Roberto Balestra (GO), Sarney Filho (MA) e Simão Sessim (RJ).
Os dados destacam uma mudança no padrão observado nas décadas seguintes à promulgação da Constituição de 1988, quando ex-membros da Assembleia Constituinte frequentemente retornavam à Câmara por meio de novas eleições. Nesta última disputa, no entanto, nenhum deputado constituinte obteve votação suficiente para integrar a bancada federal a partir de fevereiro de 2027.
Com informações de Polemicaparaiba




