Campina Grande chega aos 162 anos com uma trajetória construída pela circulação de pessoas e mercadorias que impulsionou seu crescimento como um dos principais centros urbanos do interior nordestino. Conhecida como Rainha da Borborema, a cidade mantém em seus espaços públicos e mercados traços de uma história marcada pelo comércio, pela cultura e por encontros cotidianos.

Açude Velho como espaço público

O Açude Velho, concluído no século XIX, deixou de cumprir apenas a função de reservatório para assumir papel central na vida urbana de Campina Grande. A orla do açude se transformou em local de convivência e lazer, onde moradores praticam caminhadas e atividades físicas, além de encontrar monumentos e símbolos representativos do município. A presença do açude integra a paisagem turística à rotina dos habitantes.

O Centro e a tradição comercial

O Centro da cidade segue sendo o principal núcleo de comércio e serviços. Desde a época dos tropeiros e das primeiras feiras, a circulação de mercadorias foi determinante para o desenvolvimento local. Hoje, ruas, calçadões e estabelecimentos refletem essa continuidade: o Centro é lugar para compras, trabalho e solução de demandas cotidianas, além de seguir como ponto de encontro entre moradores.

Museu dos Três Pandeiros

Às margens do Açude Velho, o Museu de Arte Popular da Paraíba, popularmente chamado Museu dos Três Pandeiros, destaca-se pela arquitetura e pela valorização da cultura popular. Inaugurado em dezembro de 2012 com projeto assinado por Oscar Niemeyer, o espaço abriga exposições e atividades voltadas às manifestações artísticas e preserva a relação entre tradição e contemporaneidade na cidade.

Feira Central e seu papel cultural

A Feira Central permanece como uma expressão histórica do comércio local, antecedendo os grandes centros comerciais. Com bancas, alimentos, artesanato e conversas diárias, a feira atravessa gerações e conserva características de mercado popular. Sua importância cultural foi reconhecida oficialmente quando a Feira de Campina Grande recebeu o título de Patrimônio Cultural do Brasil em 2017.

Os pontos citados — Açude Velho, Centro, Museu dos Três Pandeiros e Feira Central — mapeiam aspectos distintos da vida em Campina Grande e ajudam a explicar como a cidade preserva e renova sua identidade ao longo dos 162 anos.

Com informações de G1