O pedreiro Abraão Avelino da Fonseca, apontado como segundo envolvido na morte do estudante Clayton Tomaz de Souza, o Alph, foi absolvido na tarde desta quinta-feira (13) durante sessão do Tribunal do Júri realizada no Fórum Criminal de João Pessoa. Foragido desde fevereiro de 2020, mês em que o crime ocorreu, o réu se apresentou espontaneamente à Justiça para acompanhar o julgamento.
A promotoria imputava a Fonseca os delitos de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, ocorridos em 6 de fevereiro de 2020 dentro da Comunidade do Aratú, no bairro de Gramame. Dois dias depois, em 8 de fevereiro, o corpo de Alph foi localizado em uma área de mata às margens de uma estrada da região, exibindo perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
No plenário, a defesa concentrou-se em contestar a associação de Fonseca à cena do crime. Advogados apresentaram dados obtidos a partir da quebra do sigilo telefônico do investigado, argumentando que o aparelho celular dele não se encontrava no mesmo raio de localização nem do telefone da vítima nem do de Selena – primeira denunciada pelo homicídio e condenada anteriormente a 17 anos de prisão. A divergência dos pontos geográficos, segundo a defesa, foi suficiente para gerar dúvida razoável entre os jurados.
A votação do conselho de sentença terminou pela absolvição. Diante do resultado, o juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior declarou Fonseca inocente, reforçando a soberania do júri popular, e determinou a expedição do alvará de soltura ainda no plenário.
De acordo com representantes do Ministério Público da Paraíba, a decisão será contestada em instância superior. O órgão ministerial pretende interpor recurso para buscar a reforma do veredicto.
Com a absolvição de Abraão Avelino da Fonseca, o processo criminal relacionado ao homicídio de Alph passa a ter apenas uma pessoa condenada – Selena, sentenciada em 2023. O caso, que mobilizou a opinião pública há cinco anos, segue gerando desdobramentos judiciais.
Com informações de Clickpb




