A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (19) uma representação contra a Meta, alegando que recursos da empresa estariam favorecendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

No documento, a equipe eleitoral questiona o funcionamento da inteligência artificial da Meta e das traduções automáticas aplicadas a comentários nas redes sociais. Entre as medidas solicitadas ao TSE está a elevação da multa diária para R$ 1 milhão caso as falhas apontadas não sejam corrigidas.

De acordo com a representação, testes realizados pela campanha teriam mostrado que a ferramenta de inteligência artificial da Meta gera imagens associadas ao número 22 — ligado a Flávio Bolsonaro — a partir de comandos genéricos como “presidente”, “presidência da República” e “eleições”.

A peça também cita problemas na tradução automática de publicações. Em um exemplo apresentado, a frase “Flávio futuro presidiário!!” teria sido traduzida para o inglês como “Flávio future president!!”, o que, segundo a equipe, modificou o teor crítico do comentário.

A campanha sustenta que esses episódios não são pontuais e afirma que as inconsistências persistem mesmo após questionamentos anteriores feitos à Meta. Por isso, pede ao TSE a suspensão da geração de imagens políticas por inteligência artificial e a correção das traduções que, conforme a representação, alteram o sentido das publicações.

As reclamações contra a Meta também incluem um episódio envolvendo o perfil oficial da campanha no Instagram. No domingo (18), logo após o debate presidencial transmitido pela Band, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, informou que a conta @brasilcomlula ficou temporariamente impedida de convidar outros perfis para publicações colaborativas (collabs).

Segundo a campanha, a restrição teve início por volta das 22h50, durante a repercussão do debate, e a funcionalidade foi restabelecida após contato com a empresa. Em resposta divulgada pelo próprio secretário, a Meta teria explicado que a conta atingiu um limite padrão de utilização do recurso aplicado a perfis com uso acima da média, mas considerou legítimo o uso da campanha e retirou a limitação.

As acusações de favorecimento foram protocoladas pela campanha de Lula e ainda dependem da análise da Justiça Eleitoral.

Com informações de Polemicaparaiba