A Polícia Federal apreendeu diversos bens — entre eles carros de alto padrão, imóveis, rebanhos e itens de luxo — durante a segunda fase da Operação Arena, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra a ordem tributária e financeira na Paraíba.
De acordo com a corporação, o sequestro ainda está em andamento e o total do patrimônio atingido pela medida está em processo de avaliação, motivo pelo qual o valor global das apreensões não foi informado.
Entre os bens bloqueados estão:
- bens móveis, como automóveis;
- imóveis, incluindo apartamentos e fazendas;
- semoventes, como bois e cavalos;
- obras de arte;
- relógios e joias;
- quantias em contas bancárias.
A segunda fase da operação foi deflagrada em 17 de setembro. Na ocasião, a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em Campina Grande e João Pessoa, além das medidas de sequestro de bens.
Um dos alvos foi Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas PixBet, que foi preso preventivamente em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo a investigação, Diomar atuaria como operador e beneficiário direto. O mandado de prisão havia sido expedido para cumprimento em Campina Grande, mas o empresário foi localizado em Jacumã.
Posteriormente, a Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou a soltura de Diomar mediante pagamento de fiança.
A Polícia Federal também cumpriu mandado contra Ernildo Júnior, proprietário da PixBet. Ele já havia sido alvo da primeira fase da Operação Arena, deflagrada em agosto, quando tiveram sido apreendidos um carro e um celular em Campina Grande. A defesa da PixBet foi procurada, mas não havia retornado até a última atualização da reportagem.
Contexto da investigação e fase anterior
A Operação Arena foi lançada em agosto pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Receita Federal para investigar um grupo suspeito de operar esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também autorizou quebra de sigilo bancário e telemático e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.
Segundo as apurações iniciais, recursos oriundos das apostas eram remetidos a uma empresa de fachada registrada em Curaçao e retornavam ao Brasil disfarçados como pagamento por serviços não realizados, mediante emissão de notas fiscais por atividades que, conforme a investigação, não teriam sido efetivamente prestadas.
Na Paraíba, a sede da PixBet, em Campina Grande, foi alvo das ações. A primeira fase também teve como alvo o advogado Nelson Wilians, em São Paulo; a defesa afirmou que a relação com a empresa investigada era estritamente profissional, decorrente da prestação de serviços jurídicos.
O sequestro de bens é medida judicial que impede a alienação, transferência ou ocultação do patrimônio enquanto a Justiça investiga eventual ligação desses ativos com crimes. A medida não implica confisco definitivo nem condenação; a destinação final dos bens será definida pela Justiça conforme o andamento do processo.
Com informações de Jornaldaparaiba



