Quem e o quê: A mãe de um homem acolhido em uma casa de reabilitação encontrou o filho em estado precário após ele integrar um grupo que deixou a instalação em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a mulher, o jovem passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230.
Quando e onde: O deslocamento da mãe, que mora em Itabaiana (SE), durou cerca de 10 horas até Santa Rita. Na manhã desta sexta-feira (23), aproximadamente 10 pessoas ainda estavam no posto de combustível mencionado.
Como e por que: De acordo com relatos da mãe à TV Cabo Branco, a instituição não comunicou a família sobre a saída dos internos. Ela afirmou enviar R$ 1.500 por mês para a manutenção do filho na casa de acolhimento, além de roupas e calçados, mas encontrou o jovem descalço e passando fome e sede. A mulher disse ter sido avisada por outra responsável que deveria ir buscar o filho depois de não conseguir contato nos horários habituais.
A família informou que a casa promovia chamadas de vídeo entre internos e parentes a cada 15 dias. Nesta semana, ao não receber a ligação programada, a mãe procurou os responsáveis e foi informada de que a chamada seria adiada porque os acolhidos participariam de um retiro espiritual e havia problemas com a internet.
Posição da polícia: O tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), declarou que as apurações iniciais indicam que o grupo decidiu deixar o local por conta das condições oferecidas, sem maiores detalhes divulgados. Após contato com o responsável pela casa, alguns internos retornaram, enquanto outros pediram para ser buscados por familiares.
Ocorrência de agressão: A saída em massa foi motivada por um episódio de agressão física no interior da granja, depois de uma discussão envolvendo uma pessoa que foi ao local buscar um familiar. A vítima registrou um boletim de ocorrência.
Responsável pelo imóvel: Dorgivan de Castro, proprietário da granja, relatou que soube do ocorrido por quem fez o boletim. Ele afirmou que, ao chegar, parte das pessoas e a liderança do grupo já haviam deixado o local. Dorgivan afirmou ter auxiliado a recondução de quem quis voltar e que não pretende manter o imóvel locado. Segundo ele, um homem identificado como Gláucio Amaral procurou o proprietário para alugar o espaço e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funciona em Goiana (PE).
Na sequência dos acontecimentos, familiares foram acionados para buscar os acolhidos que optaram por não retornar à granja.
Com informações de Jornaldaparaiba




