A vereadora Jailma Carvalho (PSB) criticou publicamente, neste sábado (15), as declarações da secretária de Educação de João Pessoa, América de Castro, a respeito da denúncia de estupro feita por um estudante autista de 12 anos em uma escola da rede municipal. A parlamentar classificou como “profundamente indignante” o fato de a gestora ter dito que acompanha o caso “com tranquilidade”.
Parlamentar cobra providências
Em publicação nas redes sociais, Jailma ressaltou que pais de alunos aguardam posicionamento firme da Secretaria de Educação diante da gravidade do episódio. “Todos os pais que têm filhos matriculados na rede municipal de ensino exigem — e merecem — resposta à altura da gravidade do caso, incluindo a família da vítima”, escreveu.
A vereadora também reprovou a insinuação de América de Castro de que os responsáveis teriam cometido erro ao não levar o menino novamente à escola no dia seguinte ao suposto abuso. “Será que ela realmente acredita que aquele menino — que afirma ter sido violentado dentro da escola — deveria voltar ao mesmo lugar que o machucou?”, questionou Jailma.
Declarações da secretária
Na sexta-feira (14), durante entrevista ao Programa Hora H, transmitido pela Rede Mais e Rádio POP FM, América de Castro tratou o caso como “suspeita” e levantou a possibilidade de o crime ter ocorrido fora do ambiente escolar. “A gente acompanha com muita tranquilidade, porque não vamos falar em estupro, é suspeita. É suspeita porque pode não ter acontecido dentro da escola”, afirmou.
Segundo a secretária, a mãe do adolescente não formalizou denúncia na unidade de ensino nem compareceu às reuniões solicitadas pelo serviço de psicologia escolar. América acrescentou que tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e que comunicou a diretora da escola apenas após ver a notícia publicada.
Entenda o caso
O estudante, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), procurou a Polícia Civil nesta semana relatando ter sido estuprado por colegas mais velhos no banheiro da escola municipal. O delegado Diego Garcia, responsável pela investigação, informou que a mãe do garoto relatou episódios repetidos de abuso dentro da unidade.
Depois da denúncia, o adolescente participou de escuta especializada para detalhar o ocorrido e realizou exame que confirmou o crime. Por questões de segurança, o nome da escola não foi divulgado.
Próximos passos
O inquérito conduzido pela Delegacia de Crimes Contra a Infância e Juventude segue em andamento. Enquanto isso, Jailma Carvalho espera providências imediatas do poder público municipal, incluindo assistência à vítima e esclarecimentos à comunidade escolar.
Com informações de Maispb



