O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou no ar, nesta sexta-feira (21), um sistema que permite a fornecedores e companhias exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos checarem, de forma on-line, se podem solicitar apoio por meio do Plano Brasil Soberano.

A verificação é realizada totalmente pela internet. As empresas interessadas devem acessar o endereço eletrônico do banco e, em seguida, entrar na plataforma GOV.BR utilizando o certificado digital corporativo. Depois da autenticação, o sistema indica automaticamente se a companhia cumpre os requisitos e quais linhas de financiamento do programa podem ser demandadas.

Com a confirmação de elegibilidade em mãos, os exportadores têm a possibilidade de procurar as instituições financeiras credenciadas pelo BNDES para iniciar o pedido de crédito. Segundo o banco de fomento, a medida busca agilizar o acesso aos recursos e oferecer maior previsibilidade às organizações que tiveram perdas de mercado em razão do chamado “tarifaço” norte-americano.

O lançamento da consulta ocorre poucos dias após o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizar, em 13 de novembro, a ampliação do público apto a recorrer ao Brasil Soberano. A deliberação do colegiado incluiu companhias cujo impacto das tarifas represente a partir de 1% do faturamento proveniente de exportações, faixa que antes não era contemplada nas regras originais do programa.

Desde a criação do plano, o BNDES reporta a aprovação de R$ 7,6 bilhões em financiamentos destinados a 535 empresas. Os recursos são voltados à manutenção de empregos, à preservação de cadeias produtivas e à sustentação da competitividade brasileira no exterior frente às barreiras tarifárias.

Para facilitar o acesso às informações, o banco também disponibilizou em seu site um guia detalhado com perguntas frequentes, passo a passo para uso do certificado digital e a lista completa de critérios de elegibilidade. Dessa forma, a instituição pretende reduzir dúvidas e acelerar o encaminhamento de novas propostas de financiamento.

Com informações de Agência Brasil