O Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta quinta-feira (27) que as apurações da Operação “Compliance Zero”, conduzidas pela Polícia Federal, não comprometem a gestão dos depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A instituição é responsável, desde março, pela administração de aproximadamente R$ 2,6 bilhões vinculados a processos do Judiciário paraibano.
A investigação federal tem como foco principal o Banco Master. De acordo com o inquérito, o BRB teria transferido R$ 16,7 bilhões ao Master entre 2024 e 2025, dos quais R$ 12,2 bilhões estariam relacionados a operações com indícios de fraude. Essa informação levantou dúvidas entre advogados e beneficiários sobre a segurança do contrato firmado com o TJPB.
BRB nega influência da operação
Por meio de nota, o BRB assegurou que o acordo com o Tribunal não é alvo direto da “Compliance Zero” e permanece “plenamente executado, com estrutura financeira robusta, governança adequada e tecnologia necessária para garantir eficiência e transparência”. A instituição declarou ainda que os desdobramentos da investigação “não afetam a solidez, a segurança ou a capacidade operacional” do banco na administração dos valores judiciais.
Entenda o que são depósitos judiciais
Depósito judicial é o montante em dinheiro determinado pela Justiça a ser mantido em conta específica até o final de um processo, garantindo o pagamento de dívidas ou obrigações discutidas em juízo. O banco responsável precisa assegurar liquidez e rastreabilidade desses recursos.
Sindicato vê possível impacto econômico
Na semana passada, o Sindicato dos Bancários da Paraíba divulgou comunicado alertando para possível “impacto grave” na economia estadual caso o BRB enfrente instabilidade. A entidade destaca a presença do banco em diversas frentes — folhas de pagamento da Prefeitura de João Pessoa, participação em grandes obras públicas, além de agências distribuídas pela capital.
Histórico de modernização no Judiciário
O BRB afirma que, desde 2021, implementou iniciativas como o Pix Judicial, que, segundo o banco, permite o pagamento eletrônico e imediato de cerca de 98% dos alvarás; maior agilidade na quitação de precatórios; e modernização dos fluxos de processamento de depósitos. Esses avanços teriam consolidado a instituição como referência nacional na gestão de recursos judiciais.
O banco ressalta atuar “com rigorosa observância às normas legais, às práticas de governança e aos padrões de integridade exigidos de uma instituição financeira pública” e reforça que colabora com todos os órgãos de controle e auditoria.
Com informações de Jornaldaparaiba




