O advogado e professor Paulo Sabino, em participação no programa Olho Vivo — da TV e Rede Diário — avaliou o clima de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF) e manifestou apoio à decisão de adiar a votação sobre a atuação do ministro André Mendonça. Para Sabino, a suspensão da pauta foi medida prudente para evitar novos embates públicos que não contribuiriam para uma solução definitiva.

Segundo o jurista, a disputa interna entre ministros investigados e aqueles próximos a esses investigados tem produzido um ambiente incompatível com a estabilidade institucional. Ele afirmou que, sem o adiamento, o país correria o risco de acompanhar mais um julgamento que terminaria sem resolução, diante de pedidos de vista ou manobras processuais que deixariam a questão em aberto.

Ao comentar a gestão do plenário, Sabino fez críticas diretas à presidência do STF. O professor disse que a condução do ministro Edson Fachin demonstra falta de firmeza administrativa para comandar a Corte e que episódios recentes no tribunal revelaram conflitos pessoais e disputas de ego entre magistrados.

Referindo-se ao julgamento ocorrido na última terça-feira, Sabino classificou a sessão como caótica e marcada por atritos internos que, na visão dele, prejudicaram o funcionamento institucional. Ele afirmou que as divergências e as trocas de acusações entre colegas de Corte acabam expondo o Judiciário a um desgaste diante da sociedade.

O advogado também ressaltou a preocupação com o impacto dessas controvérsias em um momento sensível, que antecede o período eleitoral. Sabino alertou que as acusações mútuas de improbidade e de prática de crimes de corrupção contra membros da mais alta corte podem comprometer a confiança nas instituições e influenciar o futuro político do país.

As declarações foram veiculadas no programa Olho Vivo, com transmissão pela TV e Rede Diário, durante entrevista em que o jurista expôs suas opiniões sobre a atual crise entre ministros do STF.





Com informações de Diariodosertao