O antropólogo e cronista Carlos Alberto Azevedo lança no dia 31 de agosto o livro Réquiem para uma prostituta e outras crônicas. O evento ocorre na livraria da Editora Ideia, na Avenida Juarez Távora, 1369, bairro da Torre, a partir das 18h. A obra reúne parte das crônicas que Azevêdo publica semanalmente no jornal A União, às sextas-feiras.

Trajetória

Aos 86 anos, Carlos Alberto Azevedo é considerado uma referência intelectual na Paraíba. Nascido em João Pessoa, mudou-se na juventude para Recife, onde concluiu Sociologia e Política na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especializou-se em Antropologia Cultural e Pesquisa Social.

Em Recife, Azevêdo foi convidado por Gilberto Freyre a integrar o então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (IJNPS), onde atuou como antropólogo e dirigiu, por dois anos, o Museu de Antropologia do instituto — hoje Fundação Joaquim Nabuco. Também lecionou Antropologia Cultural na Universidade Católica de Pernambuco (PUC/Recife).

Perseguido pela ditadura militar, em 1974 transferiu-se para Berlim, na Alemanha, onde aprofundou estudos em Antropologia, Sociologia, História da Arte Primitiva, Arqueologia Clássica e Literaturas Românicas na Universidade Técnica de Berlin (TU). Entre 1978 e 1999, foi docente no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Livre de Berlim (FU) e também ministrou aulas de introdução à cultura brasileira na Hochschule Bremen (International Studies of Global Management).

De volta a João Pessoa após anos no exterior, Azevêdo integrou, desde 2000, o quadro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), onde atua como antropólogo.

Produção literária e acadêmica

A produção do autor abrange literatura, história local, crítica literária, tradução, arqueologia, antropologia e patrimônio. Sua carreira literária começou com Tríade (escritos), prefaciada por Jorge Amado e com posfácio de Lygia Fagundes Telles. Entre outros títulos estão Hamburgo Blues (1994), Saber com sabor (1996), Herdeiros do Medo (1996), Meu nome é Ninguém (1997) e Os lobos de Manhatan não uivam ao amanhecer (1999).

No campo da arqueologia e antropologia, publicou Sítios Arqueológicos de Santa Luzia (2004), Arqueologia – estudos e pesquisas (2008), Antropologia Cultural (2009) e O vale dos dinossauros (2012). Em 2021 lançou o relato Tristes Tempos – o Coronavírus e Eu.

Azevêdo foi um dos fundadores do Grupo Brasil Holandês, que se reúne semanalmente no prédio do Iphaep e colaborou na reedição de documentos históricos, como a carta de despedida do príncipe Maurício de Nassau, Adeus ao Brasil (2003), e a Descrição Geral da Capitania Paraíba, de Elias Herckmans (2024).

Também traduziu obras de autores brasileiros para o alemão, contribuindo para a difusão da literatura nacional no exterior; entre os traduzidos estão Augusto dos Anjos, Sousândrade e Gregório de Matos.

Sobre o lançamento

Réquiem para uma prostituta e outras crônicas tem 181 páginas e será vendido por R$ 60 no dia do lançamento. O livro inclui, ao final, uma iconografia com fotografias de diferentes momentos da vida do autor e imagens de personalidades como Luís da Câmara Cascudo, Gilberto Freyre, João Antônio, Érico Veríssimo, Niède Guidon, Ignácio de Loyola Brandão, João Ubaldo Ribeiro, Alberto Cunha Melo, Jorge Amado, José Américo, Balduíno Lelis e Políbio Alves, entre outros.

Com informações de Maispb