A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (26), o registro do Ozivy, medicamento cujo princípio ativo é a semaglutida, substância utilizada em produtos como o Ozempic. Com a decisão, o Ozivy se torna o primeiro similar nacional ao Ozempic autorizado a circular no Brasil.
O processo de análise do pedido levou meses, segundo a própria Anvisa. A aprovação foi concedida na categoria de “medicamento novo”, por meio da modalidade denominada desenvolvimento abreviado, que abrange produtos baseados em substâncias já empregadas, mas que precisam comprovar, isoladamente, qualidade, segurança e eficácia.
Antes da concessão do registro ao Ozivy, outras empresas haviam submetido à Anvisa pedidos para lançar versões à base de semaglutida no país. Desde 2023, foram registrados pelo menos 17 requerimentos relacionados a medicamentos com esse princípio ativo. A movimentação foi impulsionada pelo interesse comercial e pela queda da patente da empresa detentora do Ozempic e do Wegovy no Brasil, ocorrida em março deste ano. Contudo, todas as solicitações anteriores foram rejeitadas por falhas na documentação e no cumprimento de requisitos técnicos.
A farmacêutica responsável pelo Ozivy é a EMS. A empresa informou apenas os formatos em que pretende comercializar o produto; ainda não há data de lançamento nem preço divulgado. O registro concedido pela Anvisa tem validade até junho de 2036 e contempla quatro apresentações do medicamento, todas com concentração de 1,34 mg/ml: cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora; dois cartuchos de 1,5 ml; cartucho de 3 ml; e dois cartuchos de 3 ml.
Especialistas do setor e o mercado esperam que a entrada de versões nacionais e o aumento da concorrência possam provocar redução gradual nos preços desses medicamentos, embora, até o momento, não existam versões genéricas de semaglutida em comercialização no Brasil.
O registro do Ozivy abre caminho para a disponibilidade de uma alternativa nacional à semaglutida já conhecida, mas detalhes sobre distribuição e valores permanecem indefinidos pela fabricante.
Com informações de Jornaldaparaiba



