Avanço nos exames públicos e permanência de casos em estágios avançados
O acesso a procedimentos voltados à identificação do glaucoma na rede pública brasileira teve avanço expressivo nos últimos anos. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS), compilados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), apontam que a quantidade desses procedimentos cresceu 64,8% no período entre 2019 e 2025.
O aumento nas ações de detecção reflete, segundo os registros oficiais, um incremento na oferta de exames e em campanhas de conscientização sobre a doença. A evolução no número de atendimentos indica maior procura e uma ampliação da capacidade do sistema público para realizar os métodos diagnósticos considerados específicos para glaucoma.
Apesar desse avanço nas estatísticas de cobertura e procedimentos, o diagnóstico tardio do glaucoma ainda é uma realidade entre pacientes atendidos pelo SUS. Profissionais e entidades que acompanham o tema destacam que muitos casos continuam sendo identificados em estágios já avançados, quando o risco de perda visual é maior e as opções de tratamento ficam mais restritas.
As informações consolidadas pelo CBO a partir dos registros do SUS servem como indicador do ritmo de expansão dos serviços de oftalmologia voltados à detecção da doença. Para especialistas, o aumento de 64,8% em seis anos sinaliza progressos na oferta de exames, mas também evidencia a necessidade de manutenção e ampliação de ações que promovam diagnóstico precoce.
Com o crescimento do número de procedimentos, autoridades de saúde e sociedades médicas têm buscado equilibrar a ampliação do acesso com estratégias para reduzir o atraso na identificação do glaucoma, a fim de minimizar sequelas evitáveis pela intervenção oportuna.
O levantamento do período 2019–2025 e os registros sobre a persistência do diagnóstico em fases avançadas compõem a avaliação mais recente sobre o cenário do glaucoma no âmbito do SUS.
Com informações de Paraibaonline



