O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o país abriu 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026. Os dados, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram divulgados nesta terça-feira (30) em Brasília pelo ministro Rogério Marinho.
Em maio, o saldo de vagas formais foi positivo em 72.260 postos, resultado da diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos.
O salário médio real dos admitidos em maio de 2026 foi de R$ 2.384,10, valor R$ 17,97 (0,75%) inferior ao registrado em abril, mas R$ 35,98 (1,5%) superior ao observado em maio de 2025.
Setores e atividades
Os setores que mais registraram saldos positivos em maio foram Serviços (+45.655 vagas), Comércio (+40), Construção (+12.096), Agropecuária (+10.205) e Indústria (+4.974).
No segmento de Serviços, o aumento foi puxado por Saúde Humana e Serviços Sociais (+14.478), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413) e Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).
Na Agropecuária, as maiores variações ocorreram nas culturas de café (+17.674), laranja (+2.458) e cana-de-açúcar (+828).
A construção civil apresentou ganho concentrado em obras de infraestrutura (+8.916).
Na indústria, os maiores saldos vieram da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.232); de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis e coque (+2.294); e da fabricação de produtos alimentícios (+2.216).
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as maiores taxas de empregabilidade apareceram em serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).
Desempenho por unidades da Federação
Em maio, o emprego formal cresceu em 22 das 27 unidades da Federação. Entre os destaques positivos estão São Paulo (+18.224 vagas), Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195).
Houve retração em alguns estados: Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742), Tocantins (-743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). Segundo o ministro Rogério Marinho, parte dessa queda está ligada à “sazonalidade de setores do agro”.
O MTE atribuiu a redução no Rio Grande do Sul, em parte, ao final de safra e também à imposição de tarifas pelos Estados Unidos a setores como couro e calçados.
Bolsa Família
O ministro Rogério Marinho destacou ainda que contratações e desligamentos envolveram beneficiários do programa Bolsa Família. Segundo ele, de janeiro a abril, entre as pessoas vinculadas ao programa foram registradas 1.451.616 contratações e 1.030.000 desligamentos, com saldo positivo de 421 mil pessoas.
Os números divulgados pelo Caged detalham o comportamento do mercado de trabalho formal no período, sem apontar projeções além do recorte temporal informado.
Com informações de Agência Brasil



